Amazonas investiga morte de crianças por síndrome respiratória grave

Bianca Paiva - Repórter da Agência Brasil

Manaus vive um surto de gripe e as complicações da doença podem ser a causa da morte de dez crianças, em abril, no Hospital Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz. Os pacientes tinham até 5 anos de idade e apresentavam sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como falta de ar, febre, coriza e tosse.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS-AM), Bernardino Albuquerque, os casos estão sendo investigados e exames preliminares já identificaram dois tipos de vírus.

"Infelizmente, dessas crianças que foram a óbito não foi coletado material. Foi coletado de crianças que também estavam internadas em tratamento naquele momento e identificamos dois tipos de vírus, principalmente o Vírus Sincicial Respiratório e o Influenza B. O nosso monitoramento também identificou esses dois vírus como os de principal circulação nessa época do ano na capital", afirmou Albuquerque.

Atualmente, de acordo com o diretor-presidente da Vigilância Sanitária, 15 pessoas, entre adultos e crianças, estão internadas em unidades de saúde da cidade com suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave. No Hospital Delphina, cinco crianças permanecem em tratamento e o quadro de saúde delas ainda inspira cuidados.

"Nós tivemos um foco inicial de atuação dentro do Hospital Delphina no que diz respeito ao alerta aos profissionais, no manejo desse pacientes, no sentido de colocar esses pacientes em um ambiente mais restrito e isolado, a questão dos cuidados de lavar as mãos durante a manipulação. Por estar envolvido o vírus da influenza B, está sendo ofertada a medicação antiviral Tamiflu", explicou Bernardino.

Além disso, toda a rede hospitalar pediátrica da capital amazonense foi orientada a dar atendimento prioritário a pacientes com os sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Grave e a colher material para que a circulação dos vírus seja monitorada.

Bernardino Albuquerque orienta a população a evitar lugares em que haja aglomeração de pessoas para prevenir a gripe.

"Nós temos uma arma bastante efetiva que é a vacina. Estamos estimulando que a população busque as unidades de saúde para que vacine seus filhos. E como medidas preventivas individuais, evitar a aglomeração de pessoas nesse momento, principalmente as crianças, a questão da higiene pessoal, de lavar as mãos que é extremamente importante", ressaltou.

A capital amazonense iniciou, no último dia 25, a 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. As doses estão sendo ofertadas gratuitamente ao grupo prioritário, que inclui crianças a partir de seis meses de idade.

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