Chanceler brasileiro diz que convocação de Constituinte na Venezuela é golpe

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, classificou hoje (2) de "golpe" a proposta do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte no país. De acordo com o chanceler brasileiro, a convocação de Maduro é "mais um momento de ruptura" da ordem democrática e contraria a própria Constituição venezuelana.

Em declaração publicada nesta tarde em seu perfil pessoal do Facebook, Nunes lembrou que as organizações internacionais das quais o Brasil participa têm condenado a "escalada autoritária" no país vizinho. Ele citou como exemplos o Mercosul e a Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual a Venezuela pediu para sair na última sexta-feira (28).

"Esta Constituinte não é uma Constituinte como nós fizemos aqui no Brasil, na qual todos os brasileiros votaram e elegeram seus representantes. Na Venezuela, quem vai eleger [os constituintes] são organizações sociais controladas por Maduro, para fazer uma Constituição de acordo com o que ele quer", escreveu o chanceler, na rede social.

O "chamado" para que "a classe operária" convoque uma Constituinte foi feito ontem pelo presidente venezuelano, durante ato em de celebração do 1º de maio. O argumento de Maduro é que não há outras alternativas para a garantia da paz e que assim o "golpe de Estado" no país será vencido.

 

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