Projeto de combate à alergia inaugura centro em cidade da Baixada Fluminense

Felippe Flehr*

O Brasil Sem Alergia, projeto social que já fez mais de 200 mil atendimentos gratuitos no tratamento de alergias e doenças imunológicas no estado do Rio de Janeiro, inaugura hoje (2) um centro avançado de nebulização em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os pacientes terão acesso, de forma gratuita, a medicamentos e aplicadores de última geração, como os utilizados em centros de Terapia Intensiva (CTIs) avançados. O centro fica na Rua Conde de Porto Alegre 155, no bairro 25 de Agosto.

Segundo o coordenador do projeto, o médico alergista Marcello Bossois, a ideia é instalar centros em cidades com deficiência no tratamento das doenças alérgicas. Atualmente, o projeto está localizado em cinco postos fixos no estado do Rio: três na Baixada Fluminense (Duque de Caxias, Xerém e Nova Iguaçu), um em Realengo, na zona oeste do Rio, e uma unidade em Iguaba Grande, na Região dos Lagos. Além disso, a ação social tem um centro de atendimento em Curitiba, no Paraná. Bossois diz que o tempo frio e seco, que começa a se instalar no país, colabora para a proliferação desse tipo de doença.

"O ar frio e seco irrita muito o sistema respiratório, o que faz com que tenhamos muito pacientes nesta época do ano. É um projeto importante, que já existe há 12 anos e que já prestou mais de 200 mil atendimentos gratuitos. São oferecidos testes alérgicos, atendimento médico, orientação clínica e exame de espirometria, além de imunoterapia (vacinas contra as alergias) a baixo custo. Buscamos, sempre que possível, indicar medicamentos que estejam disponíveis na Farmácia Popular, mas em alguns casos o paciente está em um processo alérgico mais avançado, necessitando de medicamentos que não são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), então fazemos direcionamento para farmácias convencionais", afrmou.

De acordo com o alergista, atualmente 20 milhões de brasileiros têm asma ou bronquite e 35% da população, algum tipo de doença alérgica. "Esse número representa mais de um terço da população. É preocupante. Em grandes cidades, a incidência é ainda maior por causa da grande quantidade de dióxido de enxofre encontrada no ar, que é expelido por carros, indústrias, etc. Isso sem mencionar substâncias alérgicas e alimentos. Muitas pessoas acham que a alergia se manifesta somente na pele, mas não é verdade. Você pode ingerir algum produto que irrite e cause problemas nas vias respiratórias e a doença se apresente por meio da dificuldade de respirar, entre outros sintomas. É preciso estar atento a esses sinais e ao combate, que consiste no tripé: uso de vacinas, controle ambiental e controle alimentar", afirmou.

O projeto está à disposição no Rio de Janeiro e no Paraná de segunda a sábado, com agendamento online e por telefone. Quem está no Rio e Grande Rio, pode entrar em contato pelo número 21 4063-8720. Na Região dos Lagos, o telefone de contato é 22 3095-9091. Já em Curitiba, basta ligar no 41 4042-1827.

*Estagiário sob supervisão de Graça Adjuto

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