Rio terá reforço da Força Nacional e da PRF para combater violência no estado

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

O Rio de Janeiro ganhará o reforço de homens da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para atuar no combate à onda de violência que atingiu o estado nas últimas semanas. A garantia foi dada ao governador do estado, Luiz Fernando Pezão, após conversar com o presidente Michel Temer e os ministros da Justiça, Osmar Serraglio, e da Defesa, Raul Jungmann.

Veículos são incendiados na Avenida Brasil durante onda de violência no Rio Divulgação/Prefeitura do Rio

A informação foi divulgada pelo governo do estado e comentada por Pezão, durante entrevista nesta quarta-feira (3) ao canal Globo News, em Brasília. "A gente sabe que o tráfico de drogas no Rio sempre foi muito forte, muito pesado. A gente está com dificuldades financeiras, neste momento eu não tenho como contratar mais policiais. Eu tenho 4 mil policiais para serem contratados. A gente perde por ano, entre mortos e os que dão baixa, quase 1.800 policiais. Por isso que eu preciso da mão do governo federal", disse Pezão.

Serraglio anunciou, segundo nota publicada pelo governo do Rio, que serão enviados 100 homens da Força Nacional e um contingente ainda a ser definido da PRF para reforçar a segurança no estado. O Rio tem atualmente 125 homens da Força Nacional atuando no estado.

"A [Rodovia Presidente] Dutra tem sido um canal de alimentação muito expressivo e precisa de algum instrumento e de alguma força diferenciada para que se possa conter isso. Há a identificação por parte do Rio de Janeiro que, entre outras rodovias, mas, mais especificamente a Dutra, está servindo de canal de alimentação do Rio em drogas, armamentos, assalto de cargas. Tudo isso alimenta as organizações criminosas", disse Serraglio.

Os detalhes do reforço de contingente serão debatidos e divulgados nesta quinta-feira (4), durante reunião, às 9h, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), entre o secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, o comandante da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, e o chefe de Polícia Civil, Carlos Augusto Leba.

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