MP faz ação para prender sócios de refinaria clandestina

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco) e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Rio cumprem hoje (5) mandados de prisão preventiva contra dois empresários paulistas, identificados como sócios de uma refinaria clandestina.

Também são cumpridos mandados de busca e apreensão em locais apontados como sede de uma outra refinaria e de uma transportadora, ambas utilizadas pela quadrilha em São Paulo.

A ação é um desdobramento da Operação Ouro Negro que prendeu, em março, integrantes de uma quadrilha encarregada de desviar combustível e petróleo dos dutos da Transpetro, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense para revenda ilegal.

A operação de hoje conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo. Foram denunciados à Justiça os irmãos Anderson Daniel Espego e Adelcio Rogério Espego pelos crimes de organização criminosa para a prática de furto qualificado de combustível e de petróleo cru. Os dois são apontados como administradores da Superoilbras.

Durante a Operação Ouro Negro, foram encontrados na empresa mais de um 1,5 milhão de litros de petróleo. Segundo a denúncia, os irmãos recebiam o petróleo e o refinavam sabendo da origem ilegal. Eles também mantinham contato com o denunciado Denilson Silva Pessanha ("Maninho" ou "Carioca"), ex-vereador em Duque de Caxias e chefe do núcleo no Rio de Janeiro, que continua foragido.

As empresas estão localizadas nos municípios de Artur Nogueira e Cosmópolis, em São Paulo. Também são cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos acusados em Paulínia, no interior paulista. Os mandados foram deferidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

Denúncia

A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio à Justiça demonstra que, apenas em 2016, o grupo desviou cerca de 14 milhões de litros e causou um prejuízo de aproximadamente R$ 33,4 milhões à Transpetro. O grupo operou entre junho de 2015 e março deste ano e utilizava a técnica da trepanação, que consistia na instalação de uma derivação clandestina na tubulação perfurada sem que haja a necessidade de fechar o abastecimento do produto. As ligações clandestinas foram instaladas em vários terrenos em Caxias, Magé, Nova Iguaçu e, até mesmo, próximo ao Arco Metropolitano.

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