PM não atende Justiça e mantém ocupadas casas de moradores em comunidade do Rio

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu hoje (5) à Justiça que intime o comandante-geral da Polícia Militar, o secretário de Segurança Pública e o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão, para que desocupem os imóveis na comunidade no prazo máximo de 24 horas. 

A medida foi tomada diante do descumprimento da decisão judicial, que determinou a desocupação dos imóveis localizados na região pela PM.

Na petição, a defensoria pede o fim da ocupação de residências para realização de operações militares, sob pena de multa pessoal às três autoridades, no valor de R$ 10mil, por cada um dos imóveis invadidos, além das sanções pelo crime de desobediência da ordem judicial.

A coordenadora do Núcleo Contra a Desigualdade Racial, Livia Casseres, informou que, "em vistoria realizada na comunidade, não restou qualquer dúvida de que é uma praxe dos policiais militares que atuam no Complexo do Alemão utilizarem os imóveis privados, violando o domicílio e o direito à posse e colocando em risco a integridade física dos cidadãos que ali residem."

Em nota, o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão, informou que  nenhuma casa na comunidade está ocupada por policiais militares.

 

Matéria atualizada às 18h40 para acréscimo de nota do comando da Unidade de Polícia Pacificadora Nova Brasília,

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