Governo vai elaborar plano de segurança para atuação em locais sob risco

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

Entrevista do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio EtchegoyenValter Campanato/Agência Brasil

O governo federal vai iniciar um novo plano em segurança pública para atuação em locais específicos. O projeto piloto será feito no Rio de Janeiro, com o consentimento do governo do estado, e seguirá as diretizes do Plano Nacional de Segurança Pública, lançado em janeiro.  "O Plano Nacional de Segurança Pública é o pano de fundo do plano que está sendo feito agora", disse hoje (11) o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, no Palácio do Planalto.

Ele salientou que o governo do Rio de Janeiro tem feito avanços no combate à criminalidade e fez elogios ao secretário de Segurança Pública do estado, Antônio Roberto de Sá. No entanto, frisou que o entendimento do governo federal é que o Rio não consegue resolver sozinho o problema da violência. "Segurança pública não é uma competência da União. O que a União está fazendo é abraçar o problema por entender que não há mais possibilidade do estado resolver sozinho", disse.

No dia 26 de maio será apresentado ao presidente Michel Temer um planejamento operacional setorial elaborado pelo governo. A área de combate à criminalidade será coordenada por um comitê que envolve as áreas de Defesa, Justiça e GSI, a exemplo que foi feito na Olimpíada, em 2016. A área social será coordenada pelo ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

"O ministro Osmar Terra vai liderar o esforço de integração dos recursos sociais dos órgãos de apoio social da União com o estado. O propósito é podermos, na mesma medida, atuarmos contra a criminalidade e atuar em favor da sociedade, junto às comunidades mais vulneráveis, para restituir-lhes a cidadania", disse Etchegoyen.

O ministro ressaltou que o problema de segurança enfrentado no Rio de Janeiro não deve ser tratado com "decisões tomadas de afogadilho", mas sim com um plano consistente. "Estamos tratando de um plano de longo prazo. Não resolvemos a situação do estado tomando decisões pressionados por esse ou aquele problema. Precisamos de um plano consistente, de longo prazo, que nos dê soluções duradoras e consistentes".

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