Em São Paulo, vacinação contra gripe tem público ampliado

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil

O governo de São Paulo anunciou hoje (12) a ampliação do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe. Também terão direito à vacina, com postos de trabalho instalados em seus locais de trabalho, policiais civis e militares, bombeiros e profissionais que atuam em Defesa Civil, Correios, Poupatempo, Ministério Público Estadual (MPE), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Defensoria Pública.

O Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria da Saúde e responsável pela produção da vacina, disponibilizou 600 mil doses extras para vacinação os novos grupos. A campanha de vacinação, que começou no dia 17 de abril, termina em 26 de maio.

Já nesta sexta-feira, começaram a ser imunizados agentes de segurança públca que atuam diretamente em contato com a população, em posto volante instalado no 1° Batalhão de Polícia de Choque "Tobias de Aguiar", na Avenida Tiradentes, 440, e funcionará das 14h às 18h.

Dia D

Sábado (13) será o "Dia D" da campanha de vacinação contra a gripe. O objetivo é aumentar a cobertura vacinal, que já chegou a 40% do público-alvo. Pelo menos 36,1 mil profissionais da saúde foram mobilizados em 5.402 postos de saúde fixos e volantes em todo o estado, funcionando das 8h às 17h.

As doses estão disponíveis para bebês a partir dos seis meses e crianças menores de cinco anos de idade, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias), indígenas, profissionais de saúde que trabalham em serviços públicos e privados, professores das redes pública e privada, além dos novos grupos contemplados com a ampliação.

Balanço preliminar da secretaria de Saúde, baseado nos dados informados pelos municípios paulistas, mostrou que o estado vacinou já 4,5 milhões de pessoas desde o início da campanha, em 17 de abril. Em 2017, o estado pretende vacinar 10 milhões de pessoas. O número corresponde à meta de 80% dos 12,6 milhões que formam o público-alvo da campanha.

"A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia, otites e sinusites", disse Helena Sato, diretora de Imunização da secretaria de Saúde. Segundo ela, não há motivo para ter medo de tomar a vacina. "A vacina não tem capacidade alguma de provocar gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção".

Mortes

De acordo com o Ministério da Saúde, somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independentemente do tipo, são de notificação obrigatória no Brasil.

A secretaria de Saúde informou que, neste ano, até 24 de abril, foram notificados no estado de São Paulo 206 casos de SRAG atribuíveis ao vírus Influenza, dos quais 119 relacionados ao tipo A (H3N2). Foram ainda notificados 23 óbitos, sendo 9 relacionados a H3N2.

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