Dia D de vacinação contra a gripe tem drive thru no Distrito Federal

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Saúde promove o Dia D de Vacinação contra a gripe em postos de todo o paísMarcello Casal Jr/Agência Brasil

No Dia D da campanha de vacinação contra a gripe, o Ministério da Saúde espera aumentar o movimento nos postos de saúde para garantir o alcance da meta de vacinar 90% da população-alvo. Desde o início da mobilização, em 17 de abril, apenas 35% da população prioritária tinham se vacinado.

Neste sábado (13), os postos de todo o país contam com equipe reforçada de agentes da vigilância sanitária, enfermeiros e outros profissionais de saúde. O horário de abertura dos postos foi estendido e algumas secretarias estaduais diversificaram o modo de atendimento.

Um dos hospitais públicos de Brasília montou uma estrutura para permitir que pessoas com dificuldade de locomoção possam tomar a vacina mesmo sem sair do carro. No Rio de Janeiro, foram montadas barracas na praia para atrair os pacientes.

A expectativa do Ministério da Saúde é que pessoas que têm dificuldades com a falta de tempo durante a semana possam aproveitar para se vacinar hoje. "O Dia D é importante, porque se consegue vacinar 20% a 30% da população-alvo. Começamos a campanha dia 17 de abril e a previsão é que se encerre em 26 de maio. E até agora só vacinamos 35% da população-alvo", disse hoje (13) a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, na cidade de Itapoã, no Entorno de Brasília.

Apesar da mobilização, o movimento no período da manhã em algumas localidades do Distrito Federal foi tranquilo, com fluxo abaixo do observado no ano passado. Em um dos postos da região central de Brasília, não havia fila e o atendimento ocorreu de forma bem rápida. "O fluxo neste sábado está constante, principalmente de idosos, mas ainda abaixo do esperado", afirmou a enfermeira Leidijany Paz.

A enfermeira reiterou que tem visto poucos professores, categoria que foi recém-incluída no grupo prioritário da campanha de vacinação. A expectativa inicial do Ministério da Saúde é que pelo menos 2 milhões de professores das redes de ensino básico e fundamental sejam vacinados durante a campanha.

Além dos profissionais de educação, integram o grupo prioritário da campanha pessoas com mais de 60 anos, crianças a partir de 6 meses até 5 anos de idade, mulheres grávidas ou puérperas (no período até 45 dias após o parto), profissionais de saúde, população indígena, agentes de segurança que trabalham no sistema prisional e portadores de doenças crônicas ou autoimunes.

"Os brasileiros devem buscar a vacinação, senão as mortes pelo H1N1 virão de novo. Então é importante que a população se proteja. No ano passado tivemos recorde de H1N1, este ano tivemos recorde de febre amarela. E nós temos o melhor programa de imunização do mundo, não há razão que a população não utilize da proteção que o Estado dá gratuitamente", afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em mobilização na cidade de Feira de Santana (BA).

Para alguns pacientes, o dia da vacinação já faz parte da rotina. É o caso de Maria José Lima, 86 anos, que se vacina todo ano e não se lembra a última vez que pegou gripe. "Se tem uma vacina que previne, a gente deve fazer, né. Toda vacinação eu venho. Mas também levo uma vida saudável e faço exercício", contou.

O Ministério da Saúde alerta que a imunização antecipada é importante para garantir a proteção antes do período de maior circulação do vírus. E recomenda ainda à população que adote cuidados simples, como lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

*Colaborou Selma Dias, da TV Brasil.

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