Chuva e ausência de grandes shows esvazia Virada Cultural no centro de SP

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil

A chuva e a retirada dos grandes shows do centro da capital paulista esvaziaram a Virada Cultural deste ano em São Paulo. Na tarde de hoje (21), pouca gente acompanhou os diversos palcos instalados no centro de São Paulo. A reportagem passou pelo Theatro Municipal, onde havia uma pequena fila para entrada no local, pela prefeitura, Viaduto do Chá, Praça do Patriarca e arredores e constatou a presença de poucas pessoas participando da programação da Virada.

Nos anos anteriores, sem chuva e com grandes palcos e muitos shows, o centro de São Paulo ficava lotado.

Alegando questão de segurança e de valorização da arte de forma geral, a Virada Cultural deste ano sofreu modificações. A principal delas foi transferir os grandes shows do centro da cidade para palcos montados em cinco regiões: o Sambódromo, o Parque do Carmo, o Autódromo de Interlagos, a Chácara do Jockey e a Praça do Campo Limpo.

Para este ano estavam previstas 900 atrações, em 100 locais espalhados por toda a cidade. O evento teve início as 18h de sábado (20) e terminará as 18h de hoje.

A grande razão apontada para o esvaziamento do centro foi a chuva. Maria da Paz, 31 anos, que trabalha com vendas, estava em frente ao Theatro Municipal procurando uma atração para acompanhar. Segurando um mapa com a programação do evento, Maria reclamou da falta de organização. "É a segunda vez que venho [ela já tinha vindo na Virada Cultural de 2015]. Até o momento estou perdida. Cheguei agora. Tinha verificado no site que ia ter um show de uma banda na frente do Theatro, mas chegamos aqui e não tem nada. Ainda estamos procurando."

"Em 2015 isso aqui estava lotado. Não se conseguia andar de tanta gente.Hoje, está vazio aqui. Acho que a chuva impactou muito. A galera estava falando bastante [em vir para a Virada], mas na hora todo mundo desistiu", disse Maria da Paz.

O produtor da Feira Gastrônomica da Virada no Viaduto do Chá, Celso Oliveira, 41 anos, também acha que a chuva espantou as pessoas. "O que achei bacana é que a atividade cultural mesmo se concentrou no centro. Hoje está vazio pela chuva, mas ontem à noite todos os carros [food trucks] esgotaram suas mercadorias. Mudou-se a quantidade do público, mas acho que a qualidade das atrações, do ponto de vista cultural, foi mais interessante", destacou Oliveira.

A analista bilingue Gisele Santos, 35 anos, passou pelo palco montado em frente à prefeitura e também lamentou a chuva. "Por conta do tempo, não está lotado. No ano passado, tudo era por aqui [pelo centro]. E era tudo muito perto. Este ano ficou mais distante e tem menos gente. O público está menor, acho que por conta desse espalhamento. Mas pelo que vi [da programação], está bem bacana."

A Secretaria Municipal de Cultura ainda não se pronunciou sobre o possível esvaziamento do evento deste ano e também não forneceu um balanço sobre as ocorrências policiais.

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