Movimentos sociais continuam ocupando sede do Incra em Brasília

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Integrantes de movimentos sociais permanecem ocupando a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Brasília. Até as 18h, representantes do movimento e da Ouvidoria Agrária Nacional estavam reunidos buscando um acordo.

Participam da ocupação o Movimento Sem Terra Brasileiro (MSTB), a União Nacional Camponesa (UNC) e a Frente Revolucionária Mulheres de Luta (FRML). Segundo os manifestantes, há cerca de 600 pessoas no edifício. A Polícia Militar acompanha o movimento do lado de fora do edifício.

O Incra solicitou reintegração de posse e aguarda parecer da Justiça. Por meio da assessoria de imprensa, a autarquia reitera que a liberação de sua unidade é condição essencial para a retomada do diálogo com o movimento, interrompido nesta data em virtude da ocupação.

"Estamos pedindo o cumprimento de 151 itens acordados com o Incra no dia 12 de abril. Nenhum deles foi cumprido", diz o coordenador de comunicação da UNC, Júlio César Chaves. Segundo Chaves, a ocupação é por vida e reforma agrária. "Temos mais de 50 mortes de sem terra no Norte do país por fazendeiros", afirmou.

Segundo os manifestantes, a desocupação de mais 17 unidades do Incra no país depende das negociações em Brasília. Os itens acordados em abril incluem vistoria de terras e a entrega de cestas básicas e impressoras.

 

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