Polícia Ambiental apreende material para soltura de balões em operação no Rio

Ana Luiza Vasconcelos*

Um crime ambiental de graves proporções pode ter sido evitado neste domingo (4), quando uma operação preventiva da Unidade de Policiamento Ambiental da Polícia Militar em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, apreendeu uma grande quantidade de material utilizado para soltura de balões, conduta proibida por lei. A polícia chegou ao local no bairro do Galo Branco, em São Gonçalo, após uma denúncia anônima. Ninguém foi preso.

A quantidade de material surpreendeu os policiais: foram recolhidos quatro balões, cinco maçaricos, oito bandeiras utilizadas como adereço, oito buchas e oito botijões de gás. Segundo a Lei de Crimes Ambientais, a pena para pessoas que fabricam, transportam, soltam ou vendem balões é de um a três anos de reclusão e o infrator está sujeito à multa, de acordo com o número de balões apreendidos.

De acordo com o superintendente de Biodiversidades e Florestas, Fernando Matias, incêndios estão diretamente relacionados aos balões.

"O poder destrutivo de um balão é muito grande, porque ele usa gás ou bucha com bastante fogo. Então, ele geralmente causa grandes impactos na perda de ambientes naturais, quando cai aceso. Isso significa perda de floresta. Um incêndio provocado por um balão chega a durar de três a quatro dias. São incêndios muito grandes. Além disso, tem outros impactos, como a poluição do ar, que provoca danos à saúde. A população tem que perceber o lado positivo deste tipo de operação e participar cada vez mais, ligando e denunciando", declarou o superintendente.

A queda de balões é uma das principais causas de incêndios florestais, cujo risco aumenta no período de estiagem, que vai de maio a outubro. Para o comandante do Comando de Policiamento Ambiental, coronel Mário Márcio Fernandes, a apreensão realizada na operação desse domingo pode ter salvo milhares de hectares de floresta, além de ter poupado recursos públicos e patrimônio disponíveis para o combate aos incêndios e ainda ter garantido a segurança da população.

"É muito importante que a população colabore e denuncie, sempre que perceber este tipo de prática", disse o comandante.

* Estagiária sob supervisão de Davi Oliveira

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