PM é indiciado pela morte de estudante de 13 anos dentro de escola no Rio

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

  • Reprodução/Facebook

    Maria Eduarda estava na quadra da escola quando começou um tiroteio entre policiais e criminosos

    Maria Eduarda estava na quadra da escola quando começou um tiroteio entre policiais e criminosos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que a menina Maria Eduarda Alves da Conceição,13, foi vítima de homicídio doloso ao ser morta durante uma aula de educação física em março, na Escola Municipal Daniel Piza, na zona norte da capital fluminense.

Para a Divisão de Homícidios, o policial militar Fabio de Barros Dias agiu com dolo eventual ao atirar contra os suspeitos, assumindo o risco de matar algum inocente, já que sabia da existência de uma escola perto do local do tiroteio e do risco de atingir alunos.

Maria Eduarda estava na quadra da escola, fazendo aula de Educação Física, quando começou um tiroteio entre policiais e criminosos nos arredores da unidade de ensino. Não houve tempo para a estudante se proteger: ela acabou atingida por tiros na cabeça e no tórax e morreu na hora.

"Foi uma operação planejada, então era da esfera de conhecimento de todos os policiais que participaram da operação que ali existia uma escola em pleno horário de funcionamento", afirmou o delegado Breno Carnevale.

Ao todo, a perícia concluiu que o corpo de Maria Eduarda teve seis perfurações, causadas por fragmentos de balas que se chocaram contra a grade da escola e se partiram. O exame de balística confirmou que o disparo partiu da arma de um dos policiais militares que atuavam no local.

O cabo Dias e o sargento David Centeno foram filmados atirando à queima-roupa contra Alexandre Santos Albuquerque e Júlio Cesar Ferreira de Jesus, supostos autores de roubos na região, quando os dois estavam deitados no chão, aparentemente feridos e imóveis, em frente à escola. Os dois suspeitos morreram.

Segundo Carnevale, no momento em que Maria Eduarda foi atingida, os policiais haviam atirado sem que qualquer disparo fosse feito na direção deles pelos suspeitos.

Por esse crime, os dois policiais já foram denunciados pelo crime de homicídio doloso (intencional). Embora tenham sido presos logo após o episódio, eles foram autorizados pela Justiça a responder a esse processo em liberdade.

Pela morte da estudante, Centeno foi considerado inocente pela Polícia Civil, porque perícias indicaram que a bala que matou Maria Eduarda partiu da arma de Dias. Agora, caberá ao Ministério Público decidir se denuncia o cabo por mais esse homicídio e se pede novamente sua prisão.

Eles participavam de uma operação planejada na região de Acari, na zona norte do Rio de Janeiro.

(Com informações da Agência Estado)

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