Uma pessoa morre após criminosos jogarem artefato explosivo em Copacabana

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Uma pessoa morreu e três ficaram feridas quando criminosos das favelas do Pavão-Pavãozinho, no Cantagalo, que liga os bairros de Copacabana e Ipanema, zona sul do Rio, atiraram um artefato explosivo, com efeito de uma granada, na porta de um bar na subida da Rua Sá Ferreira, em Copacabana, um dos acessos à comunidade, durante confronto com policiais militares. Nenhum dos atingidos pelo explosivo tinha envolvimento com o crime.

O porteiro Fábio Franco de Alcântara, de 38 anos, chegou a ser levado para o Hospital Miguel Couto com os outros feridos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A vítima trabalhava em um condomínio da Rua Sá Ferreira e tinha saído para almoçar quando foi atingido. Ele era morador da comunidade. De acordo com a Polícia Civil, as investigações vão ficar a cargo da Divisão de Homicídios.

De acordo com a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), os militares faziam patrulhamento na localidade do Beco do Serafim, quando criminosos armados atiraram e arremessaram artefatos explosivos contra os agentes, por volta do meio-dia. Houve confronto e os bandidos fugiram. Na ação, quatro pessoas ficaram feridas e uma delas não resistiu e morreu no hospital. Um dos feridos está sendo atendido e aguardando cirurgia e o outro está estável e em observação.

Protesto

Em protesto contra o tiroteio, moradores da comunidade vestidos de branco fizeram uma manifestação na entrada para o Pavão/Pavãozinho contra a onda de tiroteios diários na comunidade. Um grupo de moradores do alto do morro atiraram pedras contra os policiais que estavam na parte baixa, mas ninguém foi preso.

Pelas redes sociais, moradores dizem que não têm mais paz na comunidade e que os enfrentamentos são diários entre policiais e bandidos. Os comerciantes da Rua Sá Ferreira fecharam as portas mais cedo como medida de segurança. O clima ainda é tenso no local. Homens do Batalhão de Choque da PM com auxílio de militares da UPP fazem ações de varredura em busca dos criminosos. A ação não tem hora para terminar e deve permanecer durante toda a noite e madrugada.


 

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