Alemanha: Merkel e Schulz disputam eleições para chanceler no fim de setembro

Marieta Cazarré - Correspondente da Agência Brasil

A chanceler alemã Angela Merkel e seu concorrente Martin Schulz participaram de um debate ao vivo antes das eleições que ocorrem em 24 de setembro na AlemanhaHerby Sachs/Pool/WDR/direitos reservados

Angela Merkel e Martin Schulz vão disputar, em 24 de setembro, o cargo de chanceler da Alemanha. Segundo as últimas sondagens, a atual chanceler lidera as pesquisas e tem grandes chances de conquistar um quarto mandato. 

Neste domingo (3), Merkel e Schulz participaram do único debate televisivo da campanha, visto como a principal oportunidade para os candidatos convencerem os cerca de 40% dos eleitores indecisos. O debate foi transmitido pelos quatro principais canais de televisão alemães e acompanhado por cerca de 20 milhões de espectadores, segundo informou a empresa pública de comunicação Deutsche Welle (DW).

De acordo com analistas, apesar de Schulz ter atacado duramente Merkel com questões sobre imigração e relações com a Turquia, a atual chanceler se saiu melhor no debate e segue com a maioria das intenções de voto. Merkel está no poder há 12 anos.

Antes do debate, Merkel apresentava uma vantagem de aproximadamente 15 pontos em relação a Schulz, que é ex-presidente do Parlamento Europeu e deixou o cargo no ano passado, para se candidatar ao posto de chefe de governo. Uma nova sondagem, realizada pela emissora pública ARD e divulgada após o debate, revelou que Merkel tem 55% das intenções de voto, contra 35% de Schulz.

A disputa, que envolve o país com maior população entre os estados-membros da União Europeia (82,2 milhões de habitantes), foi marcada por temas como a relação com a Turquia e a migração nos próximos 4 anos.

A primeira crítica de Schulz em relação à Merkel foi justamente sobre a sua política durante a crise dos refugiados que, segundo ele, não foi unânime dentro da UE. Merkel defendeu-se afirmando que a Alemanha passou por uma situação muito dramática e que "há momentos na vida de uma chanceler que exigem que se tome logo uma decisão".

Já em relação ao fim das negociações para a adesão da Turquia à União Europeia, ambos os candidatos concordaram. "Ficou claro que a Turquia não deve se tornar membro da União Europeia", afirmou Merkel. "Quando eu for chanceler, cancelarei as negociações de adesão", disse Schulz.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o posicionamento dos dois candidatos é muito semelhante em relação a diversos assuntos e o principal desafio de Schulz foi distanciar o seu partido, SPD, do CDU (partido de Merkel), pois ambos estiveram coligados duas vezes sob a administração de Merkel e têm propostas parecidas.

Schulz acusou Donald Trump de levar o mundo à beira de uma crise com seus posts no Twitter e defendeu que a Alemanha deveria trabalhar com os parceiros europeus, o Canadá e o México para fazer a oposição a Trump.

Ao receber críticas à sua política interna, Merkel disse que, ao longo dos seus 12 anos de mandato, o número de desempregados baixou de 5 milhões para 2,5 milhões. Ela negou, veementemente, os rumores de que seu partido irá aumentar a idade da aposentaria para 70 anos.

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