Faltam recursos humanos no Inca, constata comissão externa da Câmara

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

A comissão externa da Câmara dos Deputados, criada para acompanhar a situação das emergências dos hospitais federais no Rio de Janeiro (RJ), reuniu-se hoje (4) com diretores do Instituto Nacional do Câncer, no centro da cidade e constatou que os principais problemas da instituição são a falta de recursos humanos e os atrasos na regulação das vagas.

A deputada Jandira Feghali, coordenadora da comissão, ressaltou que o Inca é referência em todo o país no tratamento de câncer, com equipamentos e profissionais de alto padrão e  querepresenta conquista exemplar do Sistema Único de saúde (SUS), mas que "precisa de ajuda para continuar mantendo o padrão de excelência".

"Há gargalos básicos, desde a chegada do paciente. Muitos já chegam em quadro avançado de câncer e problemas de diagnóstico, principalmente relativos à biópsia", afirmou. "Alem disso, estão começando a ter graves problemas de falta de recursos humanos. Na medida em que há aumento de demanda, com a falência do estado, o orçamento do hospital é insuficiente."

De acordo com os profissionais da instituição, falta no Inca um centro de diagnóstico adequado, que precisa ser providenciado com urgência. "A demanda central é o centro de diagnósticos e a suplementação orçamentária para que possam desenvolver o trabalho, que é fundamental para o país", disse Jandira.

O Inca informou, através de nota, que foi feito um dimensionamento da força de trabalho que chega a 1.380 funcionários, o que inclui todas as áreas, não só a assistência médica, incluindo também os profissionais administrativos.

Com relação aos atrasos na regulação de vagas, de acordo com o instituto, ela não é feita pelo Inca. O Sistema Estadual de Regulação (SER) é  o responsável pelo encaminhamento dos pacientes para consulta de primeira vez em oncologia. O sistema é gerenciado pelo estado, que opera sobre o encaminhamento e seguimento do paciente no sistema de saúde, desde o acesso à oportunidade de diagnóstico até o desfecho, com a adoção da alternativa terapêutica adequada. Os atrasos ocorrem nesta regulação.

A deputada Jandira Feghali disse que a comissão externa vai voltar em breve à unidade para fazer uma vistoria. "As linhas de problemas levantados aqui hoje terão desdobramentos que não vão envolver apenas o Inca, mas as três instâncias de governo", afirmou.

Com exceção de problemas da fila de espera, pacientes e parentes elogiam o atendimento no hospital. A dona de casa Rosemary Silva acompanha o marido Sidney Lopes da Silva, de 56 anos, há cinco meses, depois que foi diagnosticado com câncer na boca. "Aqui, eles dão medicamento e alimento, pois meu marido só consegue se alimentar com suplementos, não pode engolir nada, já que está com a sonda", disse. "Somos bem tratados, todos os setores aonde vamos nos tratam com muita gentileza."

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