Temer defende Fórum de Inteligência do Brics para combate ao terrorismo

Ana Cristina Campos

Enviada especial da Agência Brasil*

  • Reprodução/Twitter

    Presidente Michel Temer em discurso na cúpula dos Brics na cidade de Xiamen, China

    Presidente Michel Temer em discurso na cúpula dos Brics na cidade de Xiamen, China

Ao discursar nesta segunda-feira (4) na abertura da 9ª cúpula dos chefes de Estado e de Governo do Brics, bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, na cidade chinesa de Xiamen, o presidente Michel Temer voltou a defender a proposta brasileira de criação do Fórum de Inteligência do Brics para combate ao terrorismo.

"Não podemos nos acomodar diante da persistente ameaça do terrorismo, à qual nenhum de nossos países está imune. Esse é tema que exige de todos a ação crescentemente coordenada. Permito-me, aqui, retomar proposta brasileira de criação do Fórum de Inteligência do Brics. Seria contribuição adicional para nossos esforços concentrados de prevenção de atos terroristas", disse.

Temer também destacou a necessidade de criação de um mecanismo de troca de informações entre as agências de inteligência dos cinco membros do grupo. "Em um mundo cada vez mais interconectado, é fundamental unir esforços para enfrentar desafios que transcendem fronteiras", acrescentou.

O presidente brasileiro manifestou preocupação com os recentes testes nucleares norte-coreanos. No domingo (3), a Coreia do Norte anunciou que fez um teste bem-sucedido com uma bomba de hidrogênio.

"Os episódios dos últimos dias dão concretude a temores que parecem ter ficado nos livros de história. Hoje, [é importante] encontrar saída diplomática para a situação tão grave. Em perspectiva mais abrangente e de mais longo prazo, o desarmamento nuclear é a garantia mais eficaz contra a proliferação. O Brasil esteve na origem do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares, adotado em julho. Assinaremos o instrumento ainda este mês, em Nova York. Trata-se de mais uma conquista real do multilateralismo", afirmou.

Em seu discurso, Temer ainda citou a preocupação com a situação venezuelana. "Acompanhamos de perto o quadro político, econômico e social da Venezuela. A escassez de comida, remédios e outros itens básicos provoca drásticas consequências. A situação é de instabilidade e de crise humanitária. É crescente o fluxo de migrantes e refugiados que chegam ao Brasil e a outros países vizinhos. Confiamos em uma solução pacífica para a crise, com pleno respeito à soberania venezuelana", completou.

*A repórter viajou a convite do Centro de Imprensa China-América Latina e Caribe

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