Treze policiais participaram de ação que deixou dez assaltantes mortos em SP

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

Treze policiais civis participaram da ação que resultou ontem (4) na morte de dez assaltantes que roubavam uma residência no bairro do Morumbi, zona sul da capital paulista. Os policiais agiram com armamentos pesados capazes de transpassar a blindagem dos veículos utilizados pelos bandidos, que estavam munidos de fuzis, pistolas e coletes à prova de balas.

Na ação, que teve início por volta de 19h20 de ontem, os policiais civis tiveram apoio de equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

Segundo o delegado Ítalo Zaccaro Neto, delegado titular da Segunda Delegacia do Patrimônio e Delegacia de Intervenção Estratégica, a ação ocorreu após a reação dos bandidos à intervenção policial, que flagrou os bandidos assaltando uma residência de alto padrão no Morumbi.

De acordo com Zaccaro Neto, não havia outra forma de atuação da polícia. "Eu não tenho como detê-los sem haver um confronto com um poder de fogo desses", disse. Segundo a polícia, os bandidos portavam quatro fuzis AR15, com poder de rajada, duas pistolas, uma 9mm e uma .40, e três revólveres.

Investigação

A polícia investigava o grupo há sete meses e tinha informações que a quadrilha poderia fazer um novo assalto no último domingo. Uma equipe policial encontrou os veículos comumente usados pelo grupo estacionados em frente a casas de luxo no Morumbi. Em seguida, pediu reforço ao Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), que chegou em cerca de 15 minutos. O delegado Zaccaro participou pessoalmente da ação.

"Quando o apoio chegou, nós subimos a rua. Subiu a minha viatura na frente, mais uma viatura da minha delegacia atrás, uns 20 ou 30 metros, e mais atrás as três viaturas do Garra, tentando fechar a rua. Quando nós estamos chegando, alguém avisou [os bandidos]. Eles estão fora do carro, uma parte deles. A gente percebe a movimentação deles quando [nós] chega[mos] com o carro, e eles começam a atirar", disse.

De acordo com o delegado, após a ação, a polícia pediu socorro a equipes dos Bombeiros e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimento aos feridos. Segundo ele, o enfileiramento dos corpos dos assaltantes mortos não foi feito pela polícia. "Esse procedimento não foi nosso. Na verdade, nós pedimos socorro ao Samu e aos Bombeiros para tentar levar os baleados para o hospital", disse.

Cinco dos dez assaltantes mortos pela polícia eram foragidos da Justiça. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha era especializada em assaltos a carros fortes e caixas eletrônicos, mas estavam mudando sua atuação para roubos em residências de alto luxo. O bando é acusado de ter praticados 20 roubos a residenciais luxuosas. Entre as vítimas preferidas pelos ladrões estavam os moradores de mansões do Morumbi, do Jardim Europa,  condomínios de luxo da Grande São Paulo, entre os quais os de Cotia, na zona sul, e Barueri, no lado oeste.

A quadrilha teria participado ainda de assaltos em São Roque, Indaiatuba, no interior do estado, e no Hospital das Clínicas, na capital. A polícia usou fuzis adquiridos pelo governo de São Paulo há cerca de três meses.

 

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