Empresários e sindicalistas se reúnem com Temer e ministros no Planalto

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Presidente Michel Temer durante reunião com representantes do setor da indústria e centrais sindicais. Na foto, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, fala no encontro Marcos Corrêa/PR

Empresários e sindicalistas apresentaram hoje (12) ao presidente Michel Temer um conjunto de demandas para a retomada do crescimento econômico e da geração de empregos no país. Em cerimônia no Palácio do Planalto com a participação do presidente e de ministros, a ampliação da oferta de crédito e a redução dos juros estiveram entre os temas citados por representantes dos diversos setores que discursaram.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, foi o primeiro a falar e citou o crédito. "Se não houver a boa vontade dos agentes da rede bancária, fica tudo engessado. E de certa forma há uma dificuldade nesse sentido", disse. A opinião foi compartilhada pelo presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira. "Sobre o crédito, em algum período do Brasil tinha mais facilidade das pessoas comprarem com prazos mais longos. É preciso que a gente retome isso. A questão dos juros, é preciso reduzir mais", disse.

Paulo Pereira também defendeu a retomada de obras pública para alavancar a construção civil e assim impulsionar a geração de empregos no país. "A construção civil e setor automobilístico são dois setores que se ativados geram empregos. É preciso retomar as obras públicas e investir nas que estão paralisadas".

A desburocratização foi citada como fundamental pelo presidente do conselho administrativo da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit), Fernando Pimentel, para aumentar a competitividade da indústria brasileira. "Uma agenda que talvez não seja tão midiática é da desburocratização. É um inferno quem acorda pra trabalhar todos os dias e pensa em todas as obrigações acessórias que são impostas, seja uma pessoa física ou jurídica", disse.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, falou sobre a importância da concessão de crédito e a necessidade de facilitar o acesso para micro e pequenas empresas. "É fundamental que os recursos não sejam apenas para grandes empresas. Temos que ter a capacidade de fazer com que milhares de micro e pequenas empresas também recebam", disse. Patah também defendeu que o crédito seja concedido com contrapartidas que estimulem a geração e manutenção de empregos.

Equipe Econômica

Após a apresentação das demandas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que os pleitos foram ouvidos com atenção e que o governo está trabalhando em mais de uma frente e uma delas é resolver os problemas que levaram o Brasil à crise. Meirelles disse que essa é a "mais longa a mais profunda recessão" vivida pelo Brasil desde que o Produto Interno Bruto (PIB) começou a ser medido, no início do século passado: "as causas foram profundas e as consequências que estamos enfrentando são sérias".

O ministro disse, no entanto, que não há dúvidas dos resultados positivos já alcançados com as ações do governo e citou, entre eles, a retomada do emprego. Segundo ele, a sociedade já vê as evidências de que o país está crescendo. "Nossa expectativa é de que o Brasil termine o ano com um crescimento, no final do ano comparado com o final do ano passado, já acima de 2%. Para o crescimento médio, nossa previsão é ainda de 0,5%, mas com viés de alta. Estamos prevendo também a entrada do ano de 2018 com um ritmo de crescimento de 3% ou superior", disse.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também demonstrou aos presentes otimismo com os rumos da economia e disse que a recessão no país já terminou e que o momento é de retomado do crescimento. "Vamos crescer com força. Vemos que todos os economistas hoje estão revisando as suas projeções de crescimento para cima tanto para esse ano como para o ano que vem".

Ele disse que o governo já trabalha para resolver alguns dos itens do documento apresentado hoje pelos empresários e sindicalistas como a questão da desburocratização com a implementação de sistemas informatizados integrados.

O presidente Michel Temer encerrou a cerimônia destacando a importância do diálogo entre governo, empresários e sindicalistas e disse que essa é uma marca de seu governo. "O que mais precisamos no país é diálogo e veja a interação que se deu aqui hoje entre empregados, empregadores. Os dois presidentes das Casas do Legislativo aqui estiveram", disse. Temer classificou como produtiva a reunião de hoje e manifestou interesse em repetir a iniciativa.

Após o evento no Planalto, Temer recebeu empresários e sindicalistas no Palácio da Alvorada para um almoço.

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