Governo sírio anuncia que participará amanhã de diálogo de paz em Genebra

Da Agência EFE

A delegação do governo da Síria deve chegar amanhã, quarta-feira (29), a Genebra, na Suíça, para participar da oitava rodada do diálogo de paz com a oposição, diz uma mensagem do regime presidido por Bashar al Assad enviada a Staffan de Mistura, o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o conflito sírio. A informação é da Agência EFE.

"O enviado especial recebeu uma mensagem do governo sírio indicando que a delegação governamental planeja chegar amanhã, dia 29, à Suíça", afirmou em entrevista coletiva a porta-voz da ONU em Genebra, Alessandra Velluci, que não revelou quem havia transmitido a De Mistura os planos do regime.

A oposição síria, pela primeira vez unificada e liderada por Nasser Hariri, chegou na segunda-feira (26) à cidade suíça, onde reiterou sua exigência de que Assad não permaneça no poder assim que for iniciada uma transição política no país árabe.

Os opositores também acusaram o regime de "não levar a sério" as conversas políticas em Genebra ao ter atrasado o seu comparecimento.

Segundo a oposição, Hariri se reunirá hoje com De Mistura por volta da 12h no hotel onde a delegação está hospedada e, às 15h (13h em Brasília), receberá no Palácio das Nações - a sede da ONU em Genebra - toda a delegação opositora.

Anteriormente, De Mistura e seu adjunto, Ramzy Ezzeldin Ramzy, se reuniram com os representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, França, Reino Unido e China) em Genebra para preparar a nova rodada de diálogo e obter seu apoio para conseguir levar as duas partes à mesa de negociações.

Após sete anos de guerra civil, três enviados especiais da ONU e sete rodadas de diálogo sem avanços significativos, a grande novidade desta vez é que os diferentes grupos da oposição se uniram em uma mesma plataforma na semana passada durante uma reunião em Riad, a capital da Arábia Saudita.

O nome adotado pela plataforma é o mesmo de rodadas anteriores, a Comissão Suprema para as Negociações (CSN), que era constituída até agora eminentemente pela Coalizão Nacional Síria, que conseguiu integrar membros das denominadas plataformas do Cairo e de Moscou, consideradas mais moderadas e toleradas pelo regime.

Nas rodadas anteriores, o governo sírio alegava que não era possível negociar com uma oposição dispersa. No entanto, depois que esta se unificou, Damasco decidiu inicialmente adiar sua participação na nova rodada em Genebra porque não está de acordo com a composição da CSN, com sua insistência em exigir a saída de Assad e com sua interpretação sobre o processo político, segundo o jornal governamental sírio Al Watan.

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