Trabalhadores rurais fazem greve de fome contra a reforma da Previdência

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

Integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) estão em greve de fome há mais de 24 horas em protesto contra a reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados. Os três grevistas, que representam mais de 300 mil famílias camponesas de todo o país, fizeram a última refeição ontem (5) às 7h30 e, desde, então estão tomando apenas água e soro.

Eles estão instalados no Anexo 2 da Câmara e sendo acompanhados por uma equipe de apoio com médico e assessores. O grupo solicitou uma audiência com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para pedir a retirada da reforma da Previdência da pauta do Congresso.

"A medida que estamos tomando aqui é uma medida extrema. Greve de fome é uma medida extrema, as pessoas colocam sua própria vida em risco para defender que essa reforma da Previdência não seja votada no Congresso Nacional", disse Charles Reginaldo, integrante da coordenação nacional do MPA.

Para o movimento, a aposentadoria é um direito garantido há muitas décadas que sustenta muitas famílias tanto na cidade, quanto no campo. "Sabemos que a previdência tem um tecido social, como uma das maiores políticas públicas de transferência de renda para a população mais pobre. Em determinados momentos é o único dinheiro que a família tem para pagar suas contas. Nós, como trabalhadores do campo não podemos deixar de fazer luta para que essa reforma não passe", acrescentou Charles.

Os grevistas afirmam que não acreditam que as regras da aposentadoria rural tenham saído do novo texto apresentado pelo relator da proposta. Eles fazem a ação enquanto as lideranças partidárias se articulam sobre a retomada da tramitação da proposta que altera as regras de acesso à aposentadoria.

Pelo texto que foi aprovado na comissão especial da Câmara, a idade mínima para aposentadoria dos trabalhadores rurais foi alterada de 65 para 60 anos, para homens, e 57 anos para mulheres, com 20 anos de contribuição, em vez de 25, como propôs inicialmente o governo.

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