ONS diz que reservatórios terão este ano situação melhor que em 2017

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Barata, disse hoje (27) que os reservatórios das hidrelétricas brasileiras chegarão ao fim deste ano em situação mais confortável do que no ano passado, ficando 30% acima da capacidade no Sudeste e em melhores condições no Nordeste. Em 2017, os reservatórios registraram níveis inferiores a 18% no Sudeste e a 15% no Nordeste.

Além de estimar maior volume de chuvas este ano, Barata lembrou que a melhoria dos reservatórios depende também da entrada em operação de hidrelétricas como Belo Monte, no Rio Xingu, e das usinas do Rio Madeira, além da geração de fontes de energia renováveis. Para ele, "muito provavelmente", os brasileiros terão um verão de bandeira verde.

A preocupação é com o abastecimento, acrescentou. "Hoje, o portfólio que a gente tem de hidro, térmica e renovável dá conforto para que a gente não fique com o fantasma do desabastecimento."

Arcabouço

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, que também participou do evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, disse que o processo de desenvolvimento hidrelétrico no Brasil hoje está muito fragmentado e necessita ser rediscutido, com participação da sociedade e das entidades do meio ambiente para ter um norte, isto é, uma direção. "Nós temos que rediscutir o processo como um todo, para tentar fazer as hidros certas, de forma certa."

Barroso ressaltou que a discussão hidrelétrica deve evoluir ao longo dos próximos governos: a questão não se resolve agora. "Até pelo próprio prazo de maturação dos projetos, ela [a discussão] perpassa diversos anos". Há, inclusive, espaço para construir usinas de todos os portes no país, afirmou. Neste sentido, Barroso considerou natural que as pequenas e médias usinas tenham menos dificuldades. Ele disse que é preciso "brigar" por reservatórios, o que envolve duas etapas. A primeira é onde ainda há espaço para isso e a segunda, a análise de custo-benefício para que os reservatórios sejam construídos. "Porque nem todo reservatório pode trazer benefício, dependendo do custo, inclusive socioambiental."

Luiz Barroso informou que o Brasil deve fazer este ano somente dois leilões para contratação de energia nova: o A-4, marcado para abril, prevê a entrada em funcionamento de novas usinas em 2022, e o A-6, previsto para o segundo quadrimestre, com fornecimento de energia a partir de 2024.

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