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"Combate à corrupção é imperativo para democracia", diz Temer em Lima

REUTERS/ Ivan Alvarado
14.abr.2018 - Temer posa com outros governantes para foto oficial da Cúpula das Américas em Lima Imagem: REUTERS/ Ivan Alvarado

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

14/04/2018 13h53

Ao discursar neste sábado (14) na 8ª Cúpula das Américas, realizada em Lima, no Peru, o presidente Michel Temer (MDB) destacou a importância do tema escolhido para o encontro deste ano: o combate à corrupção. O presidente ressaltou que "não se pode tolerar a corrupção" e que o combate aos desvios de conduta e da função pública é "imperativo da democracia".

"É na democracia que temos transparência. Uma imprensa livre e uma opinião pública vigilante capazes de fiscalizar sem trégua, como deve ser, as ações do poder público. É na democracia, afinal, que temos estado democrático de direito", disse.

Ao defender os princípios da democracia, Temer citou o caso da Venezuela, que enfrenta uma crise política e econômica. O presidente brasileiro voltou a defender o espírtio de cooperação entre os países vizinhos e disse que "não há espaço em nossa região para alternativas à democracia"

Temer também prestou solidariedade ao Equador, pelo assassinato de jornalistas equatorianos sequestrados enquanto faziam uma reportagem sobre a insegurança no país. Ele classificou o episódio como "mais um inaceitável ato de violência".

"Condenamos, nos mais fortes termos, esse atentado contra a vida, contra a liberdade de expressão. Nossa mais sentida solidariedade às famílias das vítimas, ao povo equatoriano e ao presidente Lenin Moreno", disse Temer.

Em 2017, Temer foi alvo de duas denúncias do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção, a partir de delações da JBS e do operador Lúcio Funaro. Ambas foram arquivadas pela Câmara dos Deputados. Atualmente, ele é investigado em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o chamado "decreto dos portos". O presidente nega todos os crimes de que foi acusado.