Trump confirma ida de representante da Coreia do Norte aos EUA

O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou na manhã de hoje (29) que, Kim Yong Chol, o segundo nome no comando da Coreia do Norte, terá reuniões em Nova York. É a autoridade mais importante do governo norte-coreano a visitar os Estados Unidos em quase 18 anos. Ele é considerado o braço direito do líder norte-coreano.

"Reuniremos uma grande equipe para nossas conversas com a Coréia do Norte, para reuniões sobre a cúpula e muito mais", escreveu no Twitter. De acordo com a agência EFE, Kim Yong Chol tem voo reservado para amanhã (30) com destino a Nova York.

Trump atribuiu a vinda do norte-coreano ao país, à carta enviada na semana passada o presidente Kim Jong-Un. No texto, o presidente americano cancelava a reunião prevista para junho. "Resposta sólida à minha carta, obrigado", comentou na rede social. O presidente não deixou claro, o horário da reunião, nem detalhes do encontro.

O número 2 do regime norte-coreano participará de uma reunião preparatória para a cúpula entre Trump e Kim Jong-un no próximo dia 12 de junho, em Cingapura. No Twitter, o presidente americano também se referiu a Kim Yong-Chol como "vice-presidente norte-coreano", ao dizer que ele estava a caminho de Nova York.

Kim Yong-Chol é a autoridade mais importante a visitar os Estados Unidos desde 2000, quando o vice-marechal Jo Myong Rok foi a Washington para se encontrar com o ex-presidente americano Bill Clinton em outubro daquele ano. Na época, a reunião serviu de preparação para a visita da então secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, à Coreia do Norte.

Cúpula mantida

A viagem de Kim Yong Chol ocorre no momento em quando os Estados Unidos e a Coreia do Norte tentam manter a cúpula do dia 12 de junho. As negociações quase foram desfeitas semana passada.
O presidente dos Estados Unidos, Trump, cancelou o encontro no dia 24, após comentários de alto funcionário da chancelaria norte-coreana que chamou o vice-presidente Mike Pence de "manequim político".

As dificuldades no diálogo surgiram depois de testes militares feitos pela Coreia do Sul e Estados Unidos no começo deste mês e de comentários do Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Trump, John Bolton, de que o governo americano estaria olhando para a Líbia como um possível exemplo para a Coreia do Norte.

Os comentários de Bolton deixaram em alerta a alta cúpula norte-coreana, de que os Estados Unidos poderiam ter o objetivo de dar a Kim Jong-un o mesmo destino do ditador da Líbia, Muammar Khadafi - capturado e morto em 2011, por rebeldes com apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Khadafi foi morto oito anos depois de ter feito, em 2003, um acordo para desistir de seu programa nuclear. Na época, as sanções impostas pelos Estados Unidos à Líbia foram suspensas, e as relações entre os dois países foram retomadas.

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