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Patagônia chilena ganha 2.800 quilômetros de novas trilhas

30/09/2018 13h56

Referência em turismo de preservação do meio-ambiente, a Patagônia chilena inauguruou uma nova rede de trilhas de 2.800 quilômetros que cruzam 17 parques nacionais. A trilha cobre uma rota que vai de Puerto Montt ao Cabo Horn, local em que há outras atrações turísticas e integração com a pista da autoestrada do sul.
Área do projeto abriga 140 espécies de aves e 46 de mamíferos - Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
A diretora executiva da Tompkins Conservação Chile, entidade mantenedora dos parques, Carolina Morgado, disse que a nova rede de trilhas é resultado de 25 anos de trabalho. Segundo Carolina, o objetivo é transformar o Chile em referência "na rota dos parques da Patagônia". Atualmente há 17 parques nacionais entre as regiões de Los Lagos, Aysén e Magallanes, dos quais a fundação ajudou a criar sete, por meio de várias doações. A meta é que o Chile se torne exemplo de conservação e incentivo ao turismo ambiental. "Este território tem uma vocação de conservação que abre as portas para que o Chile não seja conhecido apenas por vinhos, frutas e cobre, mas como um país que está na vanguarda da proteção da biodiversidade", disse Carolina Morgado.

Projeto

O projeto contará também com um site por meio do qual os viajantes poderão encontrar todos os tipos de informações sobre os ambientes naturais e as comunidades que vivem na região. Nela, estarão dicas, viagens sugeridas e um mapa amplo com 50 trilhas e orientações por GPS. A previsão é que, com a implementação do projeto, aumentem os investimentos e estímulos para proteção de uma área de 11,5 milhões de hectares, nos quais encontram-se 140 espécies de aves e 46 de mamíferos. Morto em 2015, o fundador da entidade responsável pelas trilhas, Douglas Tompkins, iniciou o projeto de conservação da área em 1992 com a aquisição de terras para proteger a floresta. Ele doou 407 mil hectares ao governo chileno para a criação da Rede de Parques Nacionais na Patagônia Chilena. *Com informações das agências Efe e Andina