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Após visita de seguranças, Bolsonaro irá se reunir com embaixador americano

31/10/2018 18h56

O presidente eleito Jair Bolsonaro conversará nesta quinta-feira (1º), em uma reunião privada no Rio de Janeiro, com o embaixador dos Estados Unidos (EUA) no Brasil, P. Michael McKinley.

O diplomata norte-americano está deixando Brasília para se tornar assessor do chefe do Departamento de Estado dos EUA, Mike Pompeo. O cargo corresponde a um ministro das Relações Exteriores no Brasil. McKinley, na verdade, acumulou as duas funções (de embaixador no Brasil e assessor de Pompeo) nos últimos três meses. 

Antes da reunião, nesta quarta (31), seguranças norte-americanos estiveram no condomínio onde mora Bolsonaro para verificar o local e observar eventuais ameaças e riscos.

Bolsonaro disse, em várias ocasiões, que tem admiração pelo presidente norte-americano Donald Trump e que irá aos Estados Unidos acompanhado pelo general da reserva Augusto Heleno, confirmado para a pasta da Defesa, e Paulo Guedes, que assumirá o superministério da Economia. Ele e Trump conversaram por telefone após o resultado das eleições.

O presidente eleito afirmou que pretende conversar com o republicano sobre acordos na área militar, negociações comerciais e também questões regionais. Assim como o norte-americano, Bolsonaro é crítico do governo de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Outra preocupação na região é com a Nicarágua. Há Há seis meses, o país vive em clima de confronto entre civis e agentes do Estado. As manifestações são rotineiras e há denúncias de desrespeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão.

No dia 29, logo após a eleição, Pompeo telefonou para Bolsonaro para parabenizá-lo. Em nota, o Departamento de Estado reiterou a parceria entre os dois países.

"Eles [Pompeo e Bolsonaro] discutiram a colaboração em questões prioritárias de política externa, incluindo a Venezuela, combatendo o crime transnacional e formas de fortalecer os laços econômicos entre os Estados Unidos e o Brasil, as duas maiores economias do Hemisfério Ocidental", informou nota divulgada pelo Departamento de Estado.