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Agricultura deve unir pesca, pequeno produtor e Incra, diz futura ministra

Rafael Carvalho/Gabinete de Transição
8.nov.2018 - Presidente eleito Jair Bolsonaro e futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina Imagem: Rafael Carvalho/Gabinete de Transição

13/11/2018 16h28

Futura ministra da Agricultura, a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) afirmou nesta terça-feira (13) que sua pasta deverá incorporar o setor de pesca e as políticas relacionadas à agricultura familiar e reforma agrária. Atualmente, essas estruturas estavam sob duas secretarias especiais vinculadas diretamente ao Palácio do Planalto e sem status de ministério. De acordo com a deputada, que se reuniu durante a manhã com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi ele próprio quem pediu estudos de viabilidade para reestruturar o ministério. 

"Ele pediu para trazer esse estudo de juntar ao Ministério da Agricultura tudo o que é afim, para ter só um grande ministério", afirmou. Segundo ela, a incorporação dessas áreas à pasta da Agricultura ainda está em análise, que ela pretende concluir em até duas semanas.

"A pesca, que vai voltar para agricultura, é uma hipótese, isso não está concluído. A transição é para isso, pra gente levar a estrutura. Agricultura familiar se estuda, sim, não é uma coisa que está definida, mas ele [Bolsonaro] me pediu hoje para ver. Vamos sentar com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e com o pessoal da agricultura familiar", detalhou. Para Tereza Cristina, é preciso avaliar se a unificação dessas áreas vai demandar algum tipo de alteração legal, via projeto de lei ou decreto.

No caso dos pequenos agricultores e dos assentamentos de reforma agrária, a ministra adiantou que o foco para este segmento é desenvolver a produção. "É um setor que precisa muito ser desenvolvido. A gente quer que esse setor produza, tenha renda, que melhore e cresça", afirmou Tereza Cristina. 

A deputada ainda mencionou que as políticas de irrigação, atualmente vinculadas ao Ministério da Integração Nacional, também podem ir para a Agricultura. "Nós vamos estudar, ver se isso é bom, se melhora, se ajuda ou não ajuda".

A futura ministra disse que, por enquanto, seguirá presidindo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), já que seu mandato se estende até fevereiro de 2019, mas deverá pedir afastamento antes do fim desse período para poder se dedicar à transição de governo e aos compromissos como deputada federal na Câmara. Ela será sucedida no cargo pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que é seu vice na FPA.

Sobre a composição da equipe, afirmou que escolherá pessoalmente o secretário-executivo da pasta e que, para as outras áreas, ainda analisa perfis que espera para os cargos. "Estou vendo os perfis, vendo as secretarias, mas o ministério tem cargos, as pessoas são de carreira, e é gente muito qualificada", afirmou.