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Trump tem breve conversa com Putin em Buenos Aires

01/12/2018 11h04

A  porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, conformou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou brevemente com o presidente russo, Vladimir Putin, durante a Cúpula de Líderes do G20 (que reúne as maiores economias mundiais), em Buenos Aires, na Argentina, depois de cancelar o encontro bilateral.  O cancelamento foi anunciado pelo próprio Trump às vésperas do G20, segundo ele, por causa da detenção de navios da marinha ucraniana e suas embarcações pela guarda costeira russa, em novembro, no Mar Negro.

"Os presidentes Trump e Putin trocaram comentários amáveis antes da foto oficial do G20, como ele [Trump] fez com os outros líderes presentes", disse neste sábado à Agência EFE a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, em um e-mail no qual não deu mais detalhes sobre a curta conversa entre os dois.

Ontem (30), Trump se mostrou ambíguo ao ser perguntado pelos jornalistas sobre se tinha cumprimentado Putin, ao responder: "Não particularmente, não sei".

Trump anunciou há dois dias, pouco depois de o seu avião decolar rumo a Buenos Aires, que tinha decidido cancelar seu encontro bilateral com Putin porque "os navios e os marinheiros não foram devolvidos à Ucrânia por parte da Rússia".
Vladimir Putin desembarca em Buenos Aires para o G20  REUTERS/Martin Acosta / direitos reservados
O encontro entre Trump e Putin seria o primeiro entre ambos desde a cúpula ocorrida em julho em Helsinque (Finlândia), e o líder russo queria aproveitar a oportunidade para falar sobre desarmamento nuclear, a luta antiterrorista e o conflito na Síria, entre outros temas. O Kremlin atribuiu na sexta-feira o cancelamento do encontro à situação "política interna" nos EUA, e não ao incidente no Mar Negro, mas Trump insistiu que sua decisão foi baseada "puramente" na questão envolvendo a Ucrânia. O anúncio sobre a reunião coincidiu com um momento no qual a investigação independente nos EUA sobre a suposta interferência russa nas eleições de 2016 ganhou impulso, e depois que o ex-advogado de Trump, Michael Cohen, admitiu ter mentido ao Congresso sobre um projeto do então magnata na Rússia. A Casa Branca advertiu em comunicado ontem que a investigação sobre a trama russa "provavelmente prejudica a relação [dos EUA] com a Rússia", e que acredita que seu fim chegará em breve. Trump deve se reunir hoje em Buenos Aires com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, antes de oferecer uma entrevista coletiva. Além disso, o presidente americano participará de um jantar com o líder chinês Xi Jinping, que pode ser chave para conter a guerra comercial entre as duas potências.  *Com informações da Agência EFE.

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