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General Augusto Heleno diz que Abin não deve passar por mudanças

03/12/2018 15h39

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não deve passar por grandes mudanças nos seus quadros no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A sinalização foi dada hoje (3), em Brasília, pelo futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva Augusto Heleno. O GSI abriga a Abin. "Não tem também muita coisa para mexer [na Abin]. Hoje vocês viram aí o prestígio do GSI, as inúmeras missões, a necessidade da proximidade do GSI com o presidente. Isso me preocupa muito mais do que mexer em gente. Não tenho por que pensar nisso agora. Preciso ter mais contato [com os atuais integrantes da pasta]. Mas não é muito normal. Essas mexidas não são muito normais. O GSI, como o Ministério da Defesa, são dois ministérios que já vinham bastante arrumados. Não tem muito o que se preocupar em mexer com gente", adiantou, em cerimônia hoje, no Palácio do Planalto, em comemoração aos 80 anos do GSI.
O futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, participa da solenidade comemorativa aos 80 anos do GSI, realizada no Palácio do Planalto - Antonio Cruz/ Agência Brasil
O atual comandante do GSI, general Sergio Etchegoyen, defendeu a manutenção do atual comando da Abin. "Eu acho que a continuidade, pelo menos por um pequeno período, consolidará resultados, sobretudo, na área de gestão", ponderou.

Articulação

Também em conversa com jornalistas, depois da cerimônia, o futuro secretário de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse que ainda está em discussão as atribuições da pasta. A expectativa é que Santos Cruz fique responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que cuidará das concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias do governo federal. No governo Temer, a pasta também cuida da articulação política com o Congresso. No último dia 27, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que a articulação deverá ser coordenada por Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, com auxílio do general. O general aguarda uma conversa com o presidente eleito amanhã (4) para fechar as atribuições, mas afirmou que entre coordenar as PPIs e fazer a articulação com parlamentares, não tem preferência. "Se você é norteado por bons princípios não tem segredo. A dificuldade é se você começa a se afastar de princípios que são fundamentais para o exercício de qualquer tarefa", argumentou. O futuro comandante da Secretaria de Governo disse ainda que se tiver que fazer articulação com parlamentares não vai se negar a falar com ninguém, mas deixou claro que qualquer proposta tem que estar dentro dos princípios do novo governo: "interesse público e transparência".