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Lava Jato do Rio denuncia falso esquema de proteção para doleiros

                                 A Polícia Federal prende o banqueiro Eduardo Plass em nova etapa da Operação Hashtag, desbodramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.                              -                                 Tomaz Silva/Agência Brasil
A Polícia Federal prende o banqueiro Eduardo Plass em nova etapa da Operação Hashtag, desbodramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

18/12/2020 15h07

A força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou três envolvidos em venda de um falso esquema de proteção para os doleiros Dario Messer e Marco Antônio Cursini. Os advogados Antônio Augusto Lopes Figueiredo Basto e Luis Gustavo Flores e o empresário Enrico Vieira Machado vão responder por exploração de prestígio qualificada, tráfico de influência qualificado e associação criminosa.

De acordo com o MPF, entre setembro de 2006 e março de 2013, Basto e Flores receberam da organização criminosa liderada por Messer o valor de US$ 50 mil mensais, sob o pretexto de pagar agentes públicos para impedir investigações do MPF e da Polícia Federal. Os valores eram remetidos de forma ilegal para uma conta na Suiça, em nome da empresa offshore Big Pluto Universal, controlada por Basto e Flores. Foram recebidos nesse esquema um total de US$ 3,9 milhões.

Os dois advogados também foram denunciados por lavagem de ativos, juntamente com Messer e Cursini. Segundo a investigação do MPF, Cursini era responsável pelas operações dólar cabo que enviavam os valores, recebidos em espécie, para o exterior. Os procuradores da Lava Jato identificaram 35 atos de lavagem de dinheiro por remessa dos valores ilícitos ao exterior, entre 2008 e 2012.

A acusação aponta também que Basto e Flores cobraram de Cursini o valor de US$ 400 mil, em 2010, para supostamente pagar agentes públicos que impedissem a convocação do doleiro para depor em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Este valor, novamente, permaneceu na conta suiça dos denunciados.

De acordo com o MPF, em 2016, quando ocorreram mudanças na legislação internacional e na conformidade dos bancos suiços, Cursini fez oito operações dólar cabo invertido, para trazer ao Brasil de forma ilícita valores que somaram US$ 3.527.172,52.

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