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Sindicato de metroviários exige reintegração de demitidos para negociar

Em São Paulo

09/06/2014 12h53

O sindicato dos metroviários exige a reintegração dos 61 funcionários demitidos por justa causa na manhã desta segunda-feira (9) para retomar as negociações com a Secretaria Estadual de Transportes do governo de São Paulo. Durante a manhã, centenas de manifestantes foram até a sede da secretaria, no centro da capital paulista, para tentar uma audiência com o secretário, Jurandir Fernandes.

Segundo o presidente do sindicato da categoria, Altino de Melo Prazeres, não houve reunião porque Fernandes não estava no local. "Só está o secretário adjunto, que não teria autonomia para negociar", disse. "Vamos, então, encerrar o ato de forma pacífica e seguir para a assembleia no nosso sindicato", afirmou.

A reunião da categoria, que deve decidir se mantém ou não a paralisação, estava marcada para as 13h, mas foi adiada em função de mais uma rodada de negociações entre grevistas e governo, que deve ocorrer às 15h. Segundo a "Rádio Estadão", o secretário de Transportes deu um prazo até o fim da tarde para que os grevistas voltem ao trabalho.

Funcionários detidos

Dos 13 funcionários detidos mais cedo na Estação Ana Rosa, 11 trabalham como agentes operacionais do Metrô e dois são do setor administrativo. De acordo com informações do portal "Estadão.com", eles foram encaminhados para averiguação no 36º Distrito Policial, na Vila Mariana. Além disso, por volta das 10h, um funcionário da direção do Metrô anotava o nome de cada um dos detidos, que foram ouvidos pela polícia separadamente.

Segundo a delegada Roberta Guerra, plantonista do 36º DP, os 13 detidos assinarão um termo circunstanciado e responderão judicialmente pelo artigo 201 do Código Penal, que trata da participação em "suspensão ou abandono coletivo de trabalho, provocando a interrupção de obra pública ou serviço de interesse coletivo", informou a Secretaria de Segurança Pública, em nota.

O rodízio de veículos está suspenso nesta segunda-feira e São Paulo registra lentidão no trânsito. Os três maiores congestionamentos deste ano no horário entre as 7h e as 10h ocorreram nos três dias úteis de greve dos metroviários.

Funcionamento

Mais quatro estações foram abertas na Linha 1-azul: Vila Mariana, Santa Cruz, Praça da Árvore e Saúde. Mais cedo, as Estações Penha e Carrão da Linha 3-Vermelha começaram a funcionar. Por volta das 12h30, 42 estações de um total de 65 estavam abertas. Operam a linha 1-Azul, entre Saúde e Luz, 2-Verde, entre Ana Rosa e Vila Madalena, e 3-Vermelha, entre Penha e Marechal Deodoro. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás estão funcionando normalmente.

Raio-X dos Metroviários

  • 9.475 funcionários

    3.136 operadores, 1.206 manutenção, 1.147 seguranças, 1.016 técnicos

  • Piso

    R$ 1.323,55

  • Orçamento do sindicato

    R$ 5,5 milhões/ano

  • Data-base

    1º de maio

Negociações

  • Reivindicação dos metroviários

    12,2%, reivindicação anterior era de 16,5%

  • Proposta do governo do Estado

    8,7%, proposta anterior era de 7,8%

  • Decisão da Justiça

    8,7% foi o percentual decidido pelo TRT

  • Último reajuste concedido

    8%, ante INPC de 7,2%, no ano passado

Histórico de greves no metrô

  • 23.mai.2012

  • 2 e 3.ago.2007

  • 14.jun.2007

  • 15.ago.2006

  • 17 e 18.jun.2003

  • 25 e 26.jun.2001

  • 2.jun.2000

  • 9.dez.1999

  • 24.nov.1999