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TJ manda soltar 13 ativistas presos no Rio

Manifestante vestido de Batman se acorrenta em frente a faixa durante protesto contra a prisão de ativistas envolvidos com manifestações na véspera da final da Copa do Mundo - Domingos Peixoto/Agência O Globo
Manifestante vestido de Batman se acorrenta em frente a faixa durante protesto contra a prisão de ativistas envolvidos com manifestações na véspera da final da Copa do Mundo Imagem: Domingos Peixoto/Agência O Globo

No Rio

15/07/2014 19h30Atualizada em 17/07/2014 09h18

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio) mandou soltar, no início da noite desta terça-feira (15) 12 das 19 pessoas presas no último sábado (12) sob a acusação de formação de quadrilha. A decisão foi emitida pelo desembargador Siro Darlan. Cinco pessoas continuam presas, entre elas a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, e outras nove estão foragidas.

No último final de semana, o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, emitiu 26 mandados de prisão contra pessoas que, segundo a investigação policial, articularam a prática de atos violentos que seriam praticados no dia seguinte, o domingo da final da Copa. A polícia conseguiu cumprir 17 dessas ordens de prisão. Outras duas pessoas foram presas em flagrante --uma por porte de drogas e outra pela posse de uma arma sem autorização.

Darlan alegou que, ao decretar as 26 prisões, o juiz não apresentou elementos que comprovem a necessidade de que essas pessoas permanecessem presas. Por isso ele concedeu os habeas-corpus. "Concedi todos os habeas-corpus que foram apresentados. As outras pessoas (presas) não fizeram o pedido", afirmou.

Polícia prende Sininho e outros suspeitos de vandalismo no Rio

Prisão de PMs

O Comando da Polícia Militar do Rio determinou na tarde desta terça a prisão administrativa de quatro policiais que participaram de operação na praça Saens Pena, na Tijuca (zona norte) no último domingo (13), e são acusados de agredir jornalistas e manifestantes.

Três inquéritos policial-militares foram abertos para apurar a conduta dos agentes. Eles já receberam determinação para se apresentarem ao Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, onde permanecerão presos por ordem do comandante da unidade.