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Alemão, no Rio, tem década de índice social estagnado

Alessandro Costa/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
Policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Complexo de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro, patrulham localidade conhecida como Largo do Mineiro Imagem: Alessandro Costa/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

No Rio

12/04/2015 09h22

Apesar dos investimentos de R$ 1,1 bilhão em obras no Alemão a partir de 2008, a geração de empregos não ocorreu e o complexo de favelas da zona norte mantém um dos piores índices de desenvolvimento social do Rio. Dos 160 bairros cariocas, o Alemão ocupa a 147ª posição em ranking calculado pelo Instituto Pereira Passos (IPP), da prefeitura.

A situação ficou estagnada de 2000 a 2010 nas 15 favelas, com 69 mil pessoas, apesar de Rocinha (zona sul) e Cidade de Deus (zona oeste) terem apresentado aumento de 6% na década, mais que a média da cidade (5%). Inspirado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), o Índice de Desenvolvimento Social (IDS) usa indicadores dos dois últimos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Responsável pelo IDS, o sociólogo Fernando Cavallieri diz que os dados de renda puxaram o índice para baixo no Alemão. Lá, a renda domiciliar per capita era de R$ 420,23 em 2010. Já na Lagoa, bairro da zona sul com o maior IDS da cidade, chegava a R$ 6.676,23 - quase 16 vezes mais. Na média para toda a cidade, a renda per capita ficou em R$ 1.453,93.

"Nosso índice é limitado, porque não pega indicadores de criminalidade. No caso do Alemão, que ficou com IDS muito baixo, o que puxou negativamente foram dados de renda. Especialmente na proporção das pessoas com rendimento mais baixo, mas também entre os com renda mais elevada", disse Cavallieri. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".