Bancos podem ampliar volume de crédito sem causar impacto fiscal, afirma Dilma

Brasília - Em meio a discussões sobre aumento de crédito a alguns setores da economia, a presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta sexta-feira, 15, que não existe nenhuma relação lógica entre aumentar o volume de crédito e dar subsídios.

A presidente disse ainda que é possível aumentar o volume de crédito sem subsidiar, "principalmente quando você trata de crédito de longo prazo no Brasil". Para a presidente, a taxa de juros de longo prazo (TJLP), não é crédito subsidiado.

"A política restritiva pelo lado do fiscal é necessária e isso não significa que você não pode ter uma política de crédito que não seja desestruturante", afirmou Dilma durante café da manhã com jornalistas de sites, revistas e agências internacionais.

Ainda segundo a presidente, não houve, em nenhuma circunstância no Brasil discussão para eliminar o crédito para a agricultura. Segundo ela, o governo não está agindo da mesma forma de quando fazia programas de controle e que classificou como anticíclicos. "Nós não fazemos subsídios daquela proporção e daquele jeito, mas crédito direcionado para a agricultura continuou existindo", disse.

Na avaliação de Dilma, o Brasil está se adequando à nova realidade econômica, mas é possível aos bancos ampliarem o volume de crédito - o que, segundo ela, não significa que eles terão qualquer impacto fiscal. "Nós não estamos utilizando o fiscal para garantir o volume de crédito", destacou.

A presidente reconheceu que há dificuldade do equilíbrio fiscal sem um nível mínimo de crescimento econômico e lembrou que o governo experimentou isso no ano passado.

Para a presidente, o crescimento do País depende diretamente da estabilidade fiscal e do controle da inflação que são necessários, segundo sua avaliação, "para viabilizar o investimento privado."

Juros

Questionada sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para a semana que vem, a presidente votou a afirmar que não comenta o tema. "Eu não falo de juros, acho que essa é uma questão que afeta o BC e quando ela é discutida desta forma ela leva a especulações e manipulações", disse.

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