Jardim Zoológico no Rio deverá ser reaberto pela iniciativa privada

No Rio

Fechado desde a última quinta-feira por falta de condições de receber o público, o Jardim Zoológico deverá ser reaberto pela iniciativa privada, de acordo com edital divulgado nesta terça, 19, pela Prefeitura do Rio. O projeto prevê até mesmo uma tirolesa de 14 metros de altura e com o mínimo de 60 metros de extensão que passará acima dos espaços ocupados por animais selvagens.

Apesar da privatização e do novo projeto, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou nesta terça o pedido do governo municipal para a reabertura imediata do parque. A instituição do governo federal informou que só autorizará a volta dos visitantes depois que as obras emergenciais estiverem finalizadas.

O anúncio do investimento de R$ 66,6 milhões, no prazo de dois anos, pela empresa vencedora da concorrência não convenceu o Ibama e o Ministério Público Federal (MPF). Entre as obras de emergência, estão reformas nos setores fechados ao público (chamados de extras), onde os animais são recolhidos quando doentes, feridos ou estressados.

Zoo precisa de hospital veterinário

A empresa vencedora terá que construir espaço de quarentena, hospital veterinário, estação de tratamento de esgoto e um sistema que utilize pelo menos 60% da água de reúso. Outra exigência do edital é a recuperação e aproveitamento do prédio histórico do zoológico. O prazo de exploração será de 35 anos para a empresa ganhadora.

Uma passarela sobre a ala dos primatas também deverá ser construída. Consta ainda do projeto um cinema 4D e um teleférico, mas não são itens obrigatórios. O parque terá que contar com um restaurante de pelo menos 150 lugares e uma cafeteria com no mínimo 60 vagas. Ao todo, a reestruturação ocorrerá numa área de 120 mil metros quadrados, onde serão criadas seis áreas temáticas: primatas; aves; répteis, anfíbios e insetos; felinos e caninos; ursos; e savana.

Os animais não deverão ficar confinados como atualmente, mas separados por vidro ou barreiras naturais. Problemas nos recintos foram uma das razões para o Ibama embargar o zoológico na semana passada. O órgão federal exigiu que os espaços dos animais estejam limpos e com áreas de fuga, onde eles possam se esconder.

De acordo com a Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar), o projeto do zoológico foi feito com base em um estudo da Cataratas do Iguaçu S/A, empresa que administra o Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu (PR), o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) e também vai gerir o AquaRio, em construção na zona portuária do Rio. A empresa que ganhar a licitação terá de ressarcir a Cataratas do Iguaçu S/A em R$ 1,975 milhão pela elaboração do projeto.

Atual responsável pela administração do zoológico, a RioZoo continuará a existir, mas com o papel de fiscalizar a firma vencedora da licitação. Segundo o Ibama, a licitação em nada altera o embargo ao funcionamento.

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