Monobloco, do Rio, paga sua 'dívida' com São Paulo

São Paulo - O carioca Monobloco arrastou 40 mil foliões neste domingo, 31, no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, em apresentação inédita no carnaval de rua paulistano. "Hoje vamos pagar a dívida histórica que temos com São Paulo. Há 16 anos tudo isso que estão vendo começou aqui", avisou Pedro Luis na saída do grupo. Por toda a cidade, o pré-carnaval atraiu ontem 300 mil foliões, segundo a Prefeitura. Desde sexta-feira, o público chegou a 410 mil pessoas.

Com hits de artistas nacionais, como Lulu Santos, Tim Maia, Skank, Fernanda Abreu e Adoniran Barbosa, o bloco do músico Pedro Luis, da banda Pedro Luis e a Parede, desfilou por três horas, a partir de 12h30. Idealizado durante uma oficina de carnaval desenvolvida pelo Sesc em 2000 em São Paulo, o Monobloco é conhecido pelo ritmo forte da bateria. Ontem, foram mais de cem ritmistas, todos paulistanos.

"Essa união da MPB com a bateria típica das escolas de samba é que faz o Monobloco ser diferente, melhor do que os outros. É muito bom poder ouvir tudo isso agora em São Paulo", disse a administradora Adriana Carvalhal, de 37 anos. "Já fui três vezes para o Rio atrás deles. Desta vez não precisou", disse ela, sob calor de 35°C.

Novo endereço

À noite, por volta das 18 horas, foi a vez de o Acadêmicos do Baixo Augusta, criado em 2009, estrear na Rua da Consolação. Diante do gigantismo do bloco, o grupo deixou a Rua Augusta, onde surgiu, e levou 90 mil ao centro.

Assim como no bloco de Alceu Valença, Fafá de Belém foi convidada para subir no trio e cantar com a bateria de Wilson Simoninha. Ela afirmou que São Paulo tem "samba no pé". A atriz Leandro leal e a cantora Tulipa Ruiz também participaram da festa. No repertório, Daniela Mercury, Paralamas do Sucesso, Caetano Veloso e marchinhas de carnaval variadas.

O professor Carlos Santa Rosa, de 37 anos, e o engenheiro civil Cláudio Gonçalves, de 42, moram no Recife e vieram a passeio para São Paulo neste fim de semana. Aproveitaram para curtir o Baixo Augusta. "Escolhemos esse bloco principalmente pela diversidade. O clima não é tenso aqui", afirmou Rosa.

Gonçalves elogiou a apropriação das ruas pelas pessoas no carnaval da capital. "É legal porque a rua é do povo, não é do carro. E o carnaval aqui é como no Recife, na rua e de graça, sem ter de pagar para participar."

Moradora da Vila Madalena, a auditora Cíntia Barros, de 56 anos, foi pela terceira vez ao bloco. "Tenho amigos que moram no centro e frequento de fato o Baixo Augusta. Por isso gosto de participar", disse Cíntia. A apresentação acabou às 22h10, na esquina da Avenida São Luís.

Na Vila

O movimento na Vila Madalena começou a se intensificar no início da tarde de ontem, quando ao menos três blocos saíram e percorreram as ruas simultaneamente. O Nóis Trupica Mais Não Cai, conhecido pelo concurso de marchinhas, e o Lanterna Prime, estreante na capital, que trouxe o clima do carnaval de Salvador ao ser guiado por um trio elétrico, tomaram as ruas com jovens.

O Fervo da Vila atraiu um público familiar - pais seguiam atrás com carrinhos de bebê. O ritmo foi de frevo e as cores da bandeira de Pernambuco estavam por todos os lados.

Lá em Pernambuco, o carnaval de Olinda usou a irreverência contra o zika vírus. No bloco Virgens do Bairro Novo, um folião se envolveu em uma tela e saiu com um borrifador de matar mosquitos. "Xô água parada", escreveu em uma placa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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