Com chuva, nível de água do Cantareira sobe; última queda ocorreu em outubro

São Paulo - Mais uma vez o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da capital e da Grande São Paulo, foi o único a registrar aumento do volume de água armazenada. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a alta desta sexta-feira, 5, já é a 12ª alta consecutiva.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira subiu 0,2 ponto porcentual. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 46,2% da capacidade, de acordo com índice tradicionalmente informado pela Sabesp, que considera volume morto como se fosse volume útil. No dia anterior, o nível estava em 46%.

Nas últimas 24 horas, choveu sobre o manancial 24,3 mm, o que elevou a precipitação acumulada em fevereiro para 34,5 mm. O esperado para o mês todo é 202,4 mm.

A última vez que os reservatórios perderam água represada foi há mais de três meses, no dia 22 de outubro, quando o volume armazenado desceu de 15,7% para 15,6%. Ao longo desse período a quantidade de água acumulada praticamente triplicou.

Outros fatores explicam as altas no Cantareira, que opera fora do volume morto desde o fim de 2015. Houve diminuição da retirada de água do sistema pela Sabesp, racionamento e redução do consumo. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também aplica multas para os chamados "gastões" e oferece bônus para quem conseguir economizar água.

A crise no sistema completou dois anos em janeiro, contudo, ainda inspira cuidados. Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o nível do manancial está em apenas 16,9%, ante 16,7% no dia anterior. Já o terceiro índice está em 35,7%.

Outros mananciais

Cheio, o Sistema Alto Cotia manteve o nível em 100% da capacidade. Todos os outros mananciais registraram queda do volume armazenado.

Atualmente responsável por abastecer o maior número de consumidores na região metropolitana de São Paulo, o Guarapiranga recuou 0,4 ponto porcentual nesta sexta-feira e variou de 82,1% para 81,7%.

Em crise, o Alto Tietê recuou 0,1 ponto e opera com 28,6% da capacidade, já considerando um volume morto adicionado no fim de 2014.

Por sua vez, o Rio Grande teve queda de 0,4 ponto porcentual e está com 89,2%, enquanto o Rio Claro caiu 0,3 e oscilou de 81,2% para 80,9%.

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