Ocupações e boicote não afetam notas do Saresp, diz governo

São Paulo - Apesar do boicote de alunos e de 176 colégios não terem feito o Saresp em 2015 em razão das ocupações contra a reorganização escolar, o governo do Estado de São Paulo disse que os protestos não prejudicaram a realização do exame e a aferição do desempenho da educação na rede de ensino.

As provas foram realizadas nos dias 24 e 25 de novembro, período em 196 colégios foram ocupados por estudantes contra a reorganização da rede, que pretendia transformar as escolas em ciclo único. Segundo a secretaria, deixaram de fazer a prova 54 mil alunos - 4,7% do total previsto para realizar a prova -, o que não influenciou no resultado.

Alguns alunos de unidades que não estavam ocupadas também boicotaram a prova, rasurando-a ou entregando em branco. De acordo com a secretaria, foi considerado boicote as provas em que o aluno acertou menos de 3 das 24 questões. No entanto, disse que as notas desses alunos também foram incluídas nos resultados finais.

De acordo com José Renato Nalini, secretário de Educação, o desempenho foi muito satisfatório, apesar dos problemas enfrentados no ano passado. "Os alunos muitas vezes até se queixaram que não podiam entrar na escola, porque colegas e não colegas (pessoas que participaram das ocupações, mas não eram alunos da rede) perturbaram o ensino. Mesmo assim, os resultados do Saresp são favoráveis e é isso o que nos anima a procurar melhores caminhos."

Além dos protestos, no ano passado, os professores fizeram a maior greve da história e ficaram 90 dias paralisados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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