Confusões e beleza marcam desfile no 2º dia das escolas do Grupo Especial de SP

São Paulo - Passista agredida e expulsa do desfile, integrante que caiu do carro e ficou gravemente ferido e até uma suposta agressão cometida pelo presidente de uma escola. Esse foi cenário da segunda noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval de São Paulo no Sambódromo do Anhembi, na zona norte.

A X-9 Paulistana precisou tirar o segundo carro da avenida após a queda de um integrante, de uma altura de sete metros. Ele foi socorrido por uma ambulância. Além disso, a escola teve outros problemas com as alegorias no desfile - uma foi retirada após falha no eixo.

A Vai-Vai fez um desfile elegante, cheio de referências histórias, fantasias luxuosas e alegorias vibrantes. A escola também brincou com os sentidos do público e teve um carro alegórico que cruzou a avenida borrifando perfume. A bateria, que vestia as cores da bandeira da França, ousou ao fazer uma coreografia que misturava dança e corrida para entrar no recuo. "Estamos sendo homenageados pela melhor escola de São Paulo. É uma honra e um prazer", disse o cônsul da França em São Paulo, Damien Loras.

Uma suposta agressão cometida pelo presidente da Vai-Vai, Darly Silva, o Neguitão, está sendo apurada, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Se confirmada, a agremiação pode perder três pontos. A assessoria da escola informou que não tem um posicionamento sobre o caso.

Outro caso aconteceu com a modelo de protestos contra a presidente Dilma Rousseff, Juliana Isen. Ela foi impedida de desfilar na Unidos do Peruche com um tapa-sexo com a imagem de Dilma. Acabou expulsa do desfile a pontapés após tirar a roupa, em repúdio. "Me senti humilhada e estou saindo ferida. Vou processar essa escola." A Peruche pode perder pontos em evolução e fantasia. O presidente da escola, Sidney de Moraes, justificou-se: "Ela não estava com a vestimenta legal. Nossos harmonias, cientes disso, e acabaram tirando (a integrante). Só que ela quis permanecer."

Para explorar o universo dos mistérios, a Império de Casa Verde apostou em um desfile visual, com fantasias trabalhadas e carros luxuosos. Já a Acadêmicos do Tucuruvi trouxe a religião no Brasil. O segundo carro fez homenagem a Iemanjá, com 30 mulheres girando seus vestidos de filhas de santo.

A Dragões da Real apostou nos presentes como tema do enredo. Para abordá-lo, ninguém menos do que o Papai Noel no abre-alas. A Mocidade teria feito um desfile de campeã se não fossem os buracos deixados nos últimos setores da escola, causados por um carro alegórico com problemas mecânicos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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