Após deixar temporariamente Saúde, Castro ainda não reassumiu como deputado

Brasília - Marcelo Castro (PMDB-PI), ministro da Saúde que aparece nesta quarta-feira, 17, exonerado do cargo no Diário Oficial da União, ainda não reassumiu oficialmente seu mandato como deputado federal. Até o momento, a vaga é ocupada pelo suplente Flávio Nogueira (PDT-PI).

Para ajudar na reeleição do líder peemedebista Leonardo Picciani (RJ), Castro deixou a pasta temporariamente em meio a uma crise na saúde por causa do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, da zika e da febre chikungunya. Ele tem sido pressionado pelos aliados de Hugo Motta (PMDB-PB) e pela oposição, que apresentou ontem um requerimento para que ele vá à Câmara prestar esclarecimentos a respeito das ações do governo para enfrentar a epidemia. O requerimento não foi à votação no plenário na terça-feira, mas aliados do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acreditam que o principal cabo eleitoral de Motta pode colocar em votação o pedido hoje, com a presença de Castro, para causar constrangimento.

Castro pode reassumir seu mandato a qualquer momento antes da votação para escolha do líder da bancada do PMDB em 2016. O peemedebista deve se apresentar à Secretaria Geral da Mesa Diretora com o Diário Oficial em mãos e um ofício informando a intenção de reassumir o mandato.

Embora tenha negado algumas vezes a intenção de deixar o cargo no Executivo temporariamente, Castro decidiu reforçar o grupo que defende a recondução de Picciani. Em dias normais, a bancada do PMDB tem 67 parlamentares. Com deputados do PMDB reassumindo o mandato para participar da eleição, neste momento a bancada já tem 70 parlamentares. Com Castro, os peemedebistas somarão 71.

A presidente Dilma Rousseff liberou o ministro para retomar seu mandato como deputado federal, mas deixou claro que a decisão era dele e que, por ela, "isso não ocorreria". Sem Castro no comando do Ministério da Saúde, assume o secretário executivo José Agenor Álvares da Silva. "Estou fazendo o que acho que deveria ser feito", disse Castro em sua primeira entrevista após decidir se afastar do Ministério para ajudar Picciani.

A eleição para a liderança do PMDB está marcada para 15h. Os deputados usarão cédula de papel e a votação será secreta.

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