Corte do Orçamento de 2016 teria de ser 50% maior, diz consultoria

São Paulo - Para compensar a forte queda na arrecadação e evitar que a dívida pública chegue ao nível de 80% do PIB em 2018, o contingenciamento no Orçamento de 2016 teria de ser 50% maior que os R$ 23,4 bilhões anunciados pelo governo na tarde desta sexta-feira, 19. A avaliação é do economista Gesner Oliveira, sócio da consultoria GO Associados. "O valor é insuficiente para atingir a meta fiscal", afirmou.

Um dos cortes anunciados pelo governo envolve o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no valor de R$ 4,2 bilhões. Segundo Oliveira, esse tipo de medida é ruim para a economia porque afeta diretamente os investimentos. "É mais fácil não completar uma obra do que cortar gastos de custeio", lamentou. "Além disso, afeta diretamente um setor (construção civil) que já está muito mal", acrescentou.

Apesar disso, o economista diz que a apresentação de novas propostas pode ser interpretada como um abandono da tentativa de recriar a CPMF. "Quando o governo dizia que não trabalhava com a não aprovação da CPMF, isto não era uma boa mensagem. É melhor o governo pensar que vai fazer o ajuste fiscal mesmo se não houver CPMF", afirmou.

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