No aniversário do PT, vereadora diz que PM de SP favorece grupos antiDilma

São Paulo - A vereadora Juliana Cardoso, líder do PT na Câmara de Vereadores de São Paulo, acusou a Polícia Militar de São Paulo "de Geraldo Alckmin", em referência ao governador tucano, de atuar sob o comando do grupo pró-impeachment Revoltados Online.

Em ato para celebrar o aniversário de 36 anos do PT, na capital, Juliana disse na noite desta sexta-feira, 19, que a PM favoreceu o grupo e outras organizações contra o governo, prejudicando petistas e sindicalistas que se manifestavam em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A manifestação aconteceu na frente do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital, onde Lula prestaria esclarecimentos sobre o tríplex no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. O depoimento foi suspenso.

"O cúmulo foi ver o Marcelo Reis passando o celular para o comandante Pereira, dava pra ver a 'fotinho' do secretário de segurança. E depois cercaram o boneco", afirmou a vereadora.

Na manifestação de quarta-feira, 17, manifestantes ligados a CUT pularam o cercado montado pela PM paulista, que continha os ânimos no ato, e rasgaram o boneco inflável gigante chamado 'pixuleco', boneco que representa Lula como presidiário.

Segundo Juliana, o líder do Revoltados Online, Marcelo Reis, passou o celular para o comandante da PM que supervisionava o comando. A ligação, segundo ela, seria do secretário de segurança Alexandre de Moraes - um dos mais próximos do governador Geraldo Alckmin.

A líder petista chamou a situação atual de 'guerra' contra 'golpistas que tentam derrubar não apenas o PT, mas o projeto político de direitos para os trabalhadores'. Ela cumprimentou os 'companheiros' pela vitória em rasgar o 'pixuleco'.

Paulo Teixeira, deputado federal que entrou com pedido liminar e conseguiu suspender o depoimento de Lula no processo que apura supostas irregularidades sobre o apartamento no Guarujá, também participa do evento na capital paulista.

Ele defendeu que o PT não deixará prevalecer o discurso "da elite brasileira". "A elite brasileira sempre quis ter o que é bom só pra ela. Essa elite que fala que está com raiva do Brasil e vai pra Miami, nós não, nós gostamos do Brasil", afirmou.

Sobre o pixuleco, Teixeira afirmou que o PT vai criar o 'merendão', boneco que terá uma lancheira em referência à suspeita de desvio de verbas para merenda escolar no Estado de São Paulo, com suposto aval de lideranças do Palácio dos Bandeirantes.

Aliado de Lula, Teixeira saiu em defesa do ex-presidente e afirmou que ele será o nome do partido para sucessão de Dilma Rousseff em 2018. "Sabemos da honestidade, da correção do presidente Lula e sabemos que o ataques a ele têm um objetivo: retirá-lo da disputa eleitoral em 2018. O Lula é que nem o Corinthians, quanto mais batem, mais a torcida leva ele pra frente. Ele vai ser presidente em 2018", afirmou.

Teixeira estava no palco quando chegou ao palco o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e a primeira dama, Ana Estela. O deputado fez uma rápida menção à importância de reeleger o petista na eleição municipal deste ano. Ao fim da fala de Teixeira, o partido passou um vídeo produzido pela legenda e as cerca de 300 pessoas na plateia ecoaram um coro de "olê olê olá, Lula, Lula".

Lula foi convidado ao evento e chegou a cogitar participar, mas não veio. O presidente nacional da sigla, Rui Falcão, compõe a mesa de debates ao lado do presidente do diretório municipal, vereador Paulo Fiorilo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos