Violência dos taxistas afasta clientes na capital paulista

São Paulo - Sem saber dirigir e por se recusar a arcar com todos os gastos de ter um veículo, a programadora Maila Manzer Attil, de 28 anos, sempre andou muito de táxi e coleciona situações desagradáveis com o serviço: já foi assediada, perseguida e até deixada na rua por um motorista que se recusou a seguir o caminho que ela pediu. Por isso, quando o Uber chegou a São Paulo, ela não pensou duas vezes para experimentar o aplicativo. "Muitos taxistas nos tratam como se estivessem fazendo um favor e não como clientes pagando por um serviço", disse.

O cineasta Vinicius Lima Costa, de 27 anos, também usa o Uber. Desde que foi hostilizado por taxistas, a opção também é um forma de protesto. "Eu estava chegando a Congonhas com a minha mãe em um Uber e um grupo de taxistas começou a ameaçar o motorista e a questionar por que estávamos andando com ele."

Violência

Desde o ano passado, foram registrados diversos episódios de ataques de taxistas contra motoristas do Uber. No dia 5 de janeiro, cinco homens armados com barras de ferro depredaram o carro de um ex-taxista que adotou o serviço.

As declarações de líderes do sindicato contra os concorrentes, que motivaram até abertura de inquéritos por apologia à violência, e as ações radicais de alguns grupos têm criado uma divergência mesmo dentro da categoria. Sérgio, que trabalha em uma cooperativa e pediu para não ter o sobrenome divulgado, disse que a ação de um pequeno grupo não pode manchar toda a profissão. "Os taxistas que estão tomando essas ações mais violentas são aqueles que se sentiram mais prejudicados. Por exemplo: quem trabalhava na porta de hotel ou em eventos", disse.

Desde o ano passado, a Prefeitura estuda a regulamentação do serviço. Já o Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu a administração municipal de fazer a apreensão de veículos da Über.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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