Hospital faz rastreamento do zika em grávidas de Jundiaí

Sorocaba - Gestantes que procuram o Hospital Universitário de Jundiaí, no interior de São Paulo, estão sendo convidadas a fornecer amostras de sangue para um estudo que busca desvendar a ação do vírus da zika em mulheres grávidas. O projeto "Infecção vertical pelo vírus zika e suas repercussões na área materno-infantil" visa a determinar a frequência da infecção causada pelo vírus em gestantes e recém-nascidos e identificar possível associação com a microcefalia e outras más-formações do sistema nervoso.

A intenção é envolver cerca de 500 gestantes no estudo. Elas serão dividas em três grupos: gestantes de alto risco sem sintomas, gestantes com exantema e febre e, por fim, as que sofreram abortos. Na terça-feira, 1º, a dona de casa Jaqueline Franciele Cabral, entrando no oitavo mês de gravidez, não hesitou em ceder o material. "Fico feliz em participar do estudo porque posso tirar dúvidas sobre o vírus e ajudar outras mães", disse. As amostras serão analisadas pelo Laboratório de Biologia Molecular da Faculdade de Medicina de Jundiaí.

Mapeamentos mais detalhados, quando necessários, serão feitos em laboratórios da Universidade de São Paulo (USP). O estudo, subsidiado pela Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pode estabelecer a possível relação entre o vírus e a microcefalia.

"Ainda se sabe muito pouco sobre o zika e nós vamos contribuir de forma direta, mapeando a rota de contaminação pelo mosquito nas gestantes e crianças", disse o coordenador da pesquisa, médico pediatra Saulo Passos.

Ele acredita que o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus, pois vai determinar a frequência das infecções, informação essencial para a aplicação do imunizante. O acompanhamento das gestantes vai se estender aos bebês, que serão monitorados até o terceiro ano de vida - período em que o cérebro está em desenvolvimento.

O Hospital Universitário de Jundiaí faz parte de uma rede de 28 polos de pesquisas sobre o zika no Estado de São Paulo e seus pesquisadores assumiram a investigação sobre a transmissão do vírus em crianças e gestantes.

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