Delcídio vive situação perturbadora para atestar qualquer coisa, diz Gleisi

Brasília - Ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) preferiu desqualificar a delação do colega de bancada Delcídio Amaral (PT-MS), que teria acusado a presidente de tentar interferir nas investigações da Operação Lava Jato.

"Ele vive uma situação perturbadora para afirmar ou atestar qualquer coisa, ele vive uma situação de extrema fragilidade emocional", disse Gleisi, única petista até o momento a discursar da tribuna do Senado na tarde desta quinta-feira, 3.

A senadora petista classificou de "surreal" todo o caso. Citou inicialmente que o Senado decidiu em novembro mantê-lo na prisão, mesmo tendo, em sua opinião, rasgado a Constituição e ofendido o Estado de Direito. Lembrou que depois houve uma série de "fofocas" de que ele iria fazer uma delação - e Delcídio rejeitou a acusação em carta aos 80 colegas senadores.

Gleisi disse que duvidar da possibilidade de interferência da presidente. E mencionou ainda que o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo estava sendo cobrado justamente por não interferir nos trabalhos da Polícia Federal. "Se tem uma coisa clara é a não interferência da presidenta Dilma e do presidente Lula na Lava Jato", criticou.

No pronunciamento e em entrevista, a senadora pediu calma à oposição, que tem feito discursos ardorosos pelo impeachment de Dilma. "Temos que ter cautela, a oposição se arvora em fazer as acusações e dar lição de moralidade sem a devida cautela", afirmou.

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