Tenho convicção de que não aparecerá prova contra Dilma e Lula, diz deputado

Brasília - O deputado Henrique Fontana (PR-RS) saiu em defesa de Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, 03, após a notícia de que o ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (MS), teria feito acordo de delação premiada mencionando a presidente. "Dilma é um símbolo de honestidade e honradez", disse. Apesar de admitir que ocorreram casos de corrupção no governo do PT, ele afirmou que o partido está "passando o País a limpo".

Para Fontana, Dilma tem garantido todas as condições para que as investigações prossigam. "Alguém tem dúvidas de que esses casos (de corrupção) ocorreram durante o nosso governo? Ninguém tem, eu não tenho. Nós temos que responsabilizar e punir quem cometeu os atos ilegais, mas isso tem que ocorrer dentro do processo legal. Nós não podemos querer cassar o mandato de uma presidente que atua como força dessas investigações".

"Eu confio plenamente na presidente Dilma e no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto não aparecer, e eu tenho convicção de que não aparecerá, provas de qualquer ato ilícito, seja de Dilma ou Lula, não vou me basear em delações. O que eu quero é que o Brasil continue investigando qualquer ato de corrupção, mas que os responsáveis façam isso de forma pluripartidária." O petista criticou ainda o processo de "linchamento público" que, de acordo com ele, vem ocorrendo com o vazamento de delações premiadas.

Fontana não considera que a delação de Delcídio possa fortalecer o processo de impeachment contra a presidente, mas disse ter medo que "o Brasil vá se conflagrar" caso Dilma seja afastada. "Eu vou ao limite da guerra para defender a presidente, assim como eu vou com toda ênfase defender que se investigue todos os casos de corrupção. Agora, o mandato da presidente não pode ser cassado por isso. E se eles (a oposição) ganhassem essa batalha, eles iriam herdar um País tão dividido que não conseguiriam governar."

Nesta manhã, a revista IstoÉ divulgou os detalhes da delação premiada perante o grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato, que teria 400 páginas. No documento, o senador acusou a presidente Dilma Rousseff de atuar três vezes para interferir na Operação Lava Jato por meio do Judiciário. Ele também citou o nome do ex-presidente Lula e detalhou os bastidores da compra da refinaria de Pasadena.

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