Secretaria reafirma classificação de casos feita pela polícia

São Paulo - A Secretaria da Segurança Pública enviou nota na quinta-feira, 3, sobre a reportagem Número de assassinatos em SP é maior do que o divulgado pelo governo do Estado, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A pasta afirma que a reportagem "confunde homicídio doloso com suicídio, atropelamento, morte natural por enfarte do miocárdio, morte por overdose, entre outros". A secretaria alega que, em um dos casos, a reportagem "considera homicídio o que ficou atestado ser suicídio". Em outro caso relatado, a pasta afirma que a reportagem "confunde" homicídio "com morte decorrente de acidente de trânsito, ou ainda, com morte causada por atropelamento".

A Secretaria da Segurança continua a nota, afirmando que a reportagem "ignora o laudo médico que aponta morte decorrente de enfarte, para insistir na tese de homicídio doloso". A pasta diz que a reportagem "atribui mortes atestadas por laudos do IML como naturais e overdose como se fossem homicídios dolosos" e que os jornalistas "consideraram como homicídios dolosos dois latrocínios e três roubos, onde um dos criminosos foi morto durante a reação da polícia ou vítima, sendo devidamente contabilizado como letalidade policial".

A pasta ainda afirma que "a relação de boletins de ocorrência fornecida pelos jornalistas afirmava a existência de 34 casos de homicídios dolosos e que todos os casos foram analisados e desmentidos por meio dos históricos das ocorrências e laudos" e diz ser "desrespeitoso, não somente com os delegados, mas também com os promotores, considerar que os cinco inquéritos que continuam tramitando perante as Varas Criminais dos Foros Regionais como lesão corporal seguida de morte estão com a tipificação errada".

A nota cita seis casos que não constam da reportagem publicada pelo jornal, pois foram descartados na apuração. Sobre os demais, a reportagem confirma e reitera os dados publicados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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