Dingo Bells mostra que pode ser pop

São Paulo - Foi com Anéis de Saturno que o grupo Dingo Bells abriu seu show no palco Skol, o principal do Lollapalooza. Lenta, a canção não foi a melhor escolha para dar início aos trabalhos deste segundo dia de festival e seduzir quem estava chegando. Mas após Hoje o Céu (merecia um nome melhor) a apresentação engrenou e a banda gaúcha fez uma ótima performance.

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O indie rock é a base de uma sonoridade híbrida, com claras influências de Los Hermanos. Porém, há um brilho próprio em Rodrigo Fischmann (bateria e voz) e sua turma. Com naipe de metais, Fugiu do Dia é um belo exemplo de como o Dingo Bells sabe explorar timbres, o que não havia ficado claro em seu primeiro álbum, Maravilhas da Vida Moderna (2015), revelando-se melhor ao vivo.

Quem chegava ao festival para garantir um bom lugar no palco principal se animou com Dinossauros e Olhos Fechados pro Azar. Mais pro final, veio Eu Vou Passear. Foi quando a banda definitivamente mostrou que tem potencial para ser pop. E eles sabem do poder da música, que gerou cliente. Pena que o bate-estaca vindo do Palco Axé, funcionando como som ambiente, atrapalhou quem queria ouvir Todo Nó. O som vazou. Fischmann terminou o show dizendo que este era um dia histórico para a banda. "Fazemos música independente, algo que funciona no boca a boca. Por favor, falem da gente." O Dingo Bells merece ser assunto.

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