Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Acordo define nomes para presidente e relator da comissão de impeachment

De Brasília

  • José Varella/Folha Imagem

    Rogério Rosso (PSD-DF), deputado federal

    Rogério Rosso (PSD-DF), deputado federal

A presidente Dilma Rousseff sai perdendo no primeiro dia da instalação da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados. Membros do governo e da base aliada passaram cerca de duas horas reunidos e, após confusão, chegaram a um acordo sobre os nomes que irão sugerir nesta quinta-feira (17), para assumir as funções de chefia da comissão. Como presidente, o nome indicado será Rogério Rosso (PSD-DF), aliado de Gilberto Kassab, ministro das Cidades. Já o relator sugerido será Jovair Arantes (PTB-GO).

Ambos são conhecidos como aliados do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por deflagrar o processo de impeachment contra Dilma. Ontem, inclusive, Cunha se reuniu com membros do PSDB e do DEM, ocasião em que o grupo contrário ao governo decidiu sugerir Rosso e Jovair como seus candidatos à liderança do colegiado.

Com o acordo do governo e da base aliada em optar pelos mesmos nomes da oposição, eles devem ser eleitos hoje. Para o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), a decisão "visa a estabilidade do País".

Ao ser questionado sobre a aproximação dos dois candidatos com Cunha, Guimarães disse que o processo segue a normalidade. "Eu me reúno com tanta gente aqui, com o Cunha, com todos eles, portanto isso não é problema nenhum. Aliás, ele ainda é presidente da Câmara, então não é motivo de restrição nenhuma", afirmou o líder do governo. "Essa foi uma construção que integra dois partidos da base, apostamos na confiança que nós temos que eles farão um trabalho sério, não serão instrumento de ninguém, mas serão instrumento da estabilidade política."

A decisão de acordo não foi unânime, o vice-líder do governo, Sílvio Costa (PTdoB-PE), discutiu com os parlamentares. "É melhor perder do que ganhar sem ganhar", disse o vice-líder sobre o acordo que estava sendo costurado. Em seguida, ele saiu da reunião. Nos bastidores, alguns deputados disseram que ele havia se oferecido para ser o relator da comissão, o que foi negado pelos demais. Um dos membros da base aliada afirmou que neste momento é preciso colocar "bombeiros" na liderança da comissão, e não "incendiários" como Sílvio.

Entre os participantes do encontro estavam o líder do PMDB, Leonardo do Picciani (RJ), o líder do PR, Maurício Quintella (AL) e o líder do PP, Aguinaldo Ribeiro (PB). A instalação da comissão especial estava marcada para hoje às 19h, com a definição do presidente e do relator do colegiado.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos