Deputados da oposição comemoram presença de parlamentares em sessão plenária

Brasília - Deputados da oposição comemoraram a presença de 66 parlamentares na primeira sessão em plenário após a instalação da comissão de impeachment da presidente Dilma Rousseff - o número mínimo para o quórum para abrir a sessão seria 51 parlamentares. Com isso, a presidente Dilma tem agora um prazo de nove sessões em plenário para apresentar a sua defesa ao colegiado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez questão de abrir a sessão e agradecer a presença dos parlamentares, destacando a importância do momento para o País.

O líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), e o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), afirmaram hoje que, até meados de abril, acreditam que será possível apresentar o processo no plenário da Câmara. Parlamentares contrários ao governo fizeram um acordo entre líderes partidários da oposição e alguns membros da base aliada para organizar uma espécie de "calendário de presença", no qual os deputados que defendem o impeachment vão se "revezar" nas sessões de segundas e sextas-feiras para garantir o quórum.

"Tenho convicção de que os deputados não vão faltar com as suas obrigações", afirmou o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA). A partir da instalação da comissão, que aconteceu nesta terça-feira, 17, cada sessão no plenário da Casa que tiver o número mínimo de 51 parlamentares presentes será descontada do prazo de dez encontros para Dilma apresentar a sua defesa ao colegiado. O acordo hoje deu certo, com 66 parlamentares em plenário. "Isso significa mais um dia no avanço do processo de impeachment", afirmou o líder da sigla tucana.

O deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), que faz parte de uma corrente oposicionistas no partido, demonstrou otimismo sobre a presença dos deputados nas próximas sessões, que tradicionalmente não possui participação expressiva às sextas-feiras. Para ele, o que motivará a presença dos parlamentares será a pressão popular. Darcício Perondi (PMDB-RS), da mesma frente de Lucio na sigla, disse que "está bem próximo do PMDB desembarcar desse governo". "Se ela tiver grandeza, ela renuncia", provocou Perondi.

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